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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Ressuscitem o Natal!

Uns dizem que dezembro é o mês da falsidade, outros afirmam que daria para viver todos os 7 pecados capitais nesse mesmo período com perfeição: gula, avareza, luxúria, ira, inveja, preguiça e vaidade. Tudo isso em festas cristãs, em meio a família!




Parece que não encontro quem não tenha essa certeza. É como se o Natal fosse sempre um repeteco de dissabores dos anos anteriores... com personagens típicos de todas as famílias: o tio bêbado, a sogra falsa, a nora chata, o primo rico (e pedante), a prima pobre (e coitada)... Mas, o mais incrível, é que - na virada do ano - todos pedirão, de todo o coração, um ano novo “diferente”. 

Mas, quem sou eu nessa novelinha triste? Quem é você? A nora chata? A preguiçosa que nem ajuda a lavar a louça? A que sempre acha que o mundo conspira contra? A rainha da fofoquinha? A “super sincera” que na verdade é uma “super grossa” mesmo?

Quem é o sujeito da frase “Um Ano Novo diferente”? Eu sou o sujeito do meu novo ano, assim como você é o sujeito do seu novo ano e, claro, do seu Natal de hoje! Não está na hora de virarmos essa página e escrevermos uma história realmente diferente? Põe aí na sua lista (já coloquei na minha): “Um Natal Novo, melhor e mais bonito”. 

E como fazer isso? Começa jogando fora as mágoas e tira essa ideia da sua cabeça de que Dezembro é o mês da falsidade. Faça um esforço interno para ter pensamentos melhores que esse. Que tal se dar pelo menos o benefício da dúvida? Acredite que as pessoas realmente estão tentando melhorar como pessoa, como família e como cidadão.

As Festas podem ser sim um ambiente propício para pecadinhos e até pecadões (desde falar mal da sogra até dirigir alcoolizado), mas essa é sempre uma escolha sua. Não ponha a culpa no Natal, pelo amor de Jesus! Pegue a culpa para você, já que ela é sua mesmo. Ou melhor, jogue fora, jogue no lixo, todas as suas culpas e definitivamente comece de novo. 

Não espere o Ano Novo não. Comece agora. A pensar diferente, a agir diferente, talvez até a amar diferente, para resgatar o Natal de Amor, Paz e Alegria que você merece! 

Feliz Natal Novo!

Por Cinthia Fontoura, mãe de 3, 
em nome de Jan M Bormann, mãe de 2 e Bruna Chufuli, mãe de 1.
Equipe Muito Além das Fraldas

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Foto retirada do site Ellen Degeneres Show (bad_santa_photos#226203)

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Três princesas na Terra e um príncipe no Céu.


Essa noite, como quase todas as outras, fui colocar as pequenas na cama e elas pediram "Conta uma história, mamãe?!"Como é impossível resistir a 4 olhinhos "piscantes" e a 2 dos sorrisos mais charmosos do (meu) mundo, perguntei : "História de livro (que já existe) ou da cabeça (da mamãe)?"

As duas responderam juntas: "Da cabeça!" - elas tem preferido essas atualmente, meu teste de imaginação de cada dia. Com a criatividade em baixa para inventar uma história mirabolante resolvi contar uma linda e verdadeira... a história delas! Duas carinhas surpresas me olhavam e comecei...


"Era uma vez uma mamãe que tinha uma filha que amava muito, assim como seu papai... Formavam uma família muito feliz! A Sofia já tinha quase 4 aninhos, era um pouquinho menor que vocês, e a mamãe achou que já estava na hora dela ganhar um irmãozinho ou irmãzinha.

Mamãe e papai pediram ao Papai do Céu para dar a eles mais um bebezinho, para deixar a família maior e mais completa. Logo depois, mamãe percebeu que sua barriga começou a crescer! Ela e papai foram ao médico e, ao colocar um aparelhinho na barriga da mamãe, descobriram que já tinha um bebê lá dentro, com um coraçãozinho batendo e tudo! Todos ficaram muito felizes e deram a notícia à Sofia. Ela ficou muito alegre e contou a todos os amigos da escola no dia seguinte.


Depois de um tempo, mamãe e papai descobriram que esse bebê era um menino! Mamãe ficou muito surpresa, pois só sabia cuidar de princesa. Depois de uns dias se apaixonou pela ideia e decidiram dar a ele um nome de príncipe: Henrique.


A barriga continuou crescendo e mamãe foi cuidando de todos os detalhes. Com ajuda da Sofia, papai pintou o quarto de verde, mamãe fez com as próprias mãos quadrinhos, enfeites e tudo que era necessário para fazer um quarto tão bonito e aconchegante como tinha preparado alguns anos antes para a Sofia. Finalmente chegou o dia de ir para o hospital, Henrique estava chegando!!! Estavam todos muito felizes e alegres, a mais nova "irmãzona" não falava em outra coisa.


Henrique nasceu grandão, chorou forte e foi para o colo da mamãe. Mamãe sentiu seu cheiro, lhe deu um beijo e disse que o amava. E então o levaram para tomar banho e descansar. Ele era lindo, bochechudo e rosado. Mas, no dia seguinte, aconteceu uma coisa que deixou todo mundo muito triste. Papai do Céu ficou com muita saudade do príncipe Henrique e o levou de volta para o Céu. Mamãe chorou, papai chorou, vovôs e vovós choraram. Todo mundo que tinha esperado pelo Henrique e já o amavam muito estavam tristes com a notícia. 


Mamãe e papai foram buscar a Sofia na escola e ver ela entrar no carro toda feliz procurando pelo irmãozinho partiu o coração da mamãe. Mamãe precisou de uma ajudinha do Espírito Santo para escolher as palavras e explicar para a Sofia que seu irmãozinho tinha nascido com um dodói no coração, que os médicos não poderiam consertar. Mamãe também pediu à Sofia que não ficasse brava e nem triste com o Papai do Céu, e disse que Ele nos daria forças para aguentar a saudade. Além disso teríamos, para sempre, um Anjinho da Guarda pra cuidar especialmente da gente.


Durante algum tempo nossa família ficou triste, muito triste... Parecia que nossos dias tinham perdido a cor. Mamãe e papai tiveram que fazer muitas coisas difíceis como desmontar o berço, guardar as roupinhas, tirar os quadrinhos das paredes. Algumas vezes a Sofia encontrou a mamãe chorando sozinha, mas sempre dava um jeitinho de fazer ela sorrir.


Mas, depois de um bom tempo, mamãe achou que o coração dela já estava pronto pra tentar de novo. Ela e papai rezavam todas as noites, pedindo que Papai do Céu mandasse DOIS bebês de uma vez, já que seria a última chance da mamãe ter mais neném e aumentar a família como tanto sonharam.


Depois de um tempo, a barriga da mamãe começou a crescer de novo! Como o papai estava viajando, a mamãe foi ao médico com a dindinha da Sofia. Quando o médico passou o aparelhinho na barriga da mamãe ele mostrou uma linha e dois pontinhos... um de cada lado da linha! Nessa hora a mamãe já soube: Papai do Céu tinha realizado o seu desejo!!! Os pontinhos eram vocês! Dois lindos bebês, com dois coraçõezinhos pulsantes... ERAM VOCÊS, meus amores!! Todo mundo chorou de novo, mas agora era de pura alegria!


Algum tempo depois soubemos que eram duas meninas e mamãe escolheu os nomes Laura e Vitória, dois nomes diferentes mas com o mesmo significado: vitoriosas!!

Mamãe novamente fez um lindo quartinho... Desta vez era tudo em dobro, tudo mesmo, inclusive os medos e as alegrias...

Então, chegou o grande dia... primeiro nasceu a Laurinha e, dois minutos depois, a Vivi, que assim que nasceu fez xixi na barriga da mamãe (claro que elas acharam a maior graça nessa parte!)!!

Mamãe rezou muito pra não sair do hospital de braços vazios de novo e Papai do Céu novamente nos abençoou... Vocês nasceram no tempo certo, grandinhas e fortes, e em apenas dois dias fomos todos juntos para casa: vocês duas, mamãe, papai, a Sofia e o nosso príncipe anjinho lá do Céu nos acompanhando!

A cada dia vocês crescem mais um pouquinho e nos deixam orgulhosos e alegres por serem meninas tão espertas, lindas e boazinhas...Essa história não acabou, ainda tem muita coisa pra acontecer... Vamos ver como será o amanhã!"



Muito amor e gratidão pelos meus filhos, cada um com seu papel na minha vida e na minha história.

Marina Vasconcellos 
Mãe de 4 filhos, três princesas na Terra e um príncipe no Céu.
Pedagoga e Consultora Materno-infantil na De Zero a três - assistência às mães nos cuidados com o recém-nascido, amamentação, sono dos bebês e nova rotina da família - em domicílio e a distância.

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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Mais presente e menos presentes



Na era da comunicação, em que muitas vezes andamos mais conectados ao mundo do que à nossa própria vida, nós pais, vivemos com a culpa. Culpa por não alcançarmos as metas impostas por nós mesmos em relação aos nossos filhos. Vivemos culpados por não termos tempo de sentar no chão com eles e nos despirmos do adulto careta que nos tornamos e dar não somente a eles mas, a nós mesmos, a chance de por alguns minutos voltarmos à infância e acreditarmos que aquela cabana de lençol em cima das nossas cabeças é mesmo o telhado de aço da nossa fortaleza, cujos monstros mais fortes podem vir e soprar com toda a força que jamais conseguirão derrubá-la.

Nos falta coragem pra acreditar que, apesar de termos crescido para as responsabilidades que permeiam a vida, por dentro ainda somos inocentes e bastante infantis...Sentimos vergonha de externar nossas fantasias, acreditar que as fadas do dente de alguma forma até existem e que devemos ganhar alguma recompensa por algo que com tanto afinco realizamos, e o nosso trabalho é a maior prova disso! Nos tornamos adultos e esquecemos o que nos fazia realmente felizes quando crianças. É, pois é, aposto que não era nada de valor financeiro muito alto e que com um pouco de tempo e boa vontade não desse para realizar. Afinal, a infância é a única fase na nossa vida em que tudo se constrói com papel, um pouco de cola, tintas coloridas, barro, massinha e muita imaginação.

Recordo-me de um brinquedo que ganhei sem pedir. Meus pais compraram porque acharam que eu ia me alegrar e, na verdade, alegrou. Mas, não porque o brinquedo era muito legal, não. O que alegrou foi o simples fato de poder brincar junto dos meus pais. Esse brinquedo vinha numa caixa e trazia dentro de si um saquinho com pó para gesso, moldes no formato dos personagens Disney e tintas para colorir, simples assim. Todos juntos, em família, preparamos a massa que, com cuidado, despejamos nas forminhas e depois de algumas horas de espera pudemos também pintar. Fizemos pequenas estátuas do Pateta, do Pato Donald e até do Mickey!

- "O meu ficou mais lindo que o seu", disse minha mãe para o meu pai e ele, se defendendo, respondeu:
- "É tudo uma questão de ponto de vista! O meu ficou especial por ter sido feito por mim"!  (risos)

Eu, sinceramente, não lembro a cor da caixa do brinquedo, mas aquela cena em família foi o melhor de TODOS os presentes que ganhei, foi o que realmente ficou guardado na memória, recordo-me com carinho até hoje e não foi preciso de muito para me fazer feliz.

Entretanto, tamanha simplicidade se destoa em meio à loucura que vemos nas lojas de brinquedos. Aqui em São Paulo, na região da 25 de março, o trânsito trava, avistamos de longe multidões de pessoas alucinadas nas lojas à procura de promoção. Todos os anos o telejornal entrevista algumas destas pessoas e pergunta: o que irá comprar para as crianças hoje?  E a resposta circunda sempre os nomes dos brinquedos que fazem propaganda na TV. Nunca ouvi ninguém que respondesse que mais importante do que o brinquedo é passar o dia juntos. Ou que iria comprar um brinquedo que desse para se divertirem em família.

Nessas horas, a cena do filme: “Um Herói de Brinquedo”, que assisti muitas vezes, confesso, cai como luva: mostra o pai (um cara super ocupado com o trabalho que esquece de comprar o presente de natal do filho com antecedência e acaba sofrendo horrores para encontrar o tão sonhado brinquedo em plena véspera de natal) numa fila quilométrica para entrar numa loja de brinquedos em busca do fenômeno de vendas do momento, um boneco de ação chamado: "Turbo Man". Inconformado com o tamanho da fila, ele força a entrada e encontra outro pai (um carteiro que só está naquela fila, naquele dia, porque não teve tempo de comprar o presente do filho antes devido a demanda de entregas de natal) que faz um desabafo dizendo que as indústrias de brinquedo aliadas às agências de publicidade, são verdadeiros "cartéis" que lucram milhões para convencer as crianças que precisam de determinado brinquedo e convencem-nas a tal ponto que o filho vem pedindo o brinquedo ao pai, já usando o discurso que se ele não ganhar será um fracassado! E o pai, coagido à compra, mesmo sem ter dinheiro, acaba comprando. Depois de uns dias, o brinquedo quebra e o pai frustrado (às vezes nem terminou de pagar) não pode nem consertar, porque o brinquedo é de plástico e não vendem peças de reposição. (Confesso que agora sendo mãe e sentindo na pele tudo isso, eu concordo com o cara! risos).

Não muito diferente da ficção, nessas épocas de Dia das Crianças e Natal, principalmente, vemos pais literalmente financiando brinquedos mais caros que o orçamento doméstico para alegrar crianças que mal sabem falar, mas aprenderam a pedir. E também pais que tem condições de comprar a loja inteira, se fosse o caso, mas que desconhecem os gostos dos próprios filhos, pois os deixam impiedosamente de lado para dedicar-se ao trabalho e usam da desculpa que só trabalham para oferecer O MELHOR para eles. Entretanto, na realidade, nem imaginam que o quê os filhos mais desejam é tão somente um contato um maior, um esconde-esconde, uma historinha antes de dormir, um carinho, um abraço... No caso dos adolescentes, uma conversa franca... Isso tudo é muito valioso! Mais do que parece e alguns deixam-se enganar apenas pelo preço dos brinquedos.

Muitas crianças estão carentes do amor de seus pais, muito mais do que de presentes, algumas estão desejosas de algo sem valor financeiro agregado, mas com um incalculável valor afetivo. Algo muito simples e extremamente memorável: passar um dia efetivamente com os pais, divertindo-se em meio a descontração e ALEGRIA! Criança precisa de pouco para ser feliz, não precisa de IPad, IPhone, vídeo game de última geração. Meninas não precisam de acessórios caríssimos para as suas bonecas, elas precisam de amor, de cuidados, de carinho para elas mesmas...Por isso, nesse dia das crianças, seja mais presente e não se preocupe tanto com os presentes.

Garanto que muito mais valerá os momentos divertidos em família do que os brinquedos caros, comprados e muitas vezes parcelados em 12x no cartão. Tente fazer um almoço com a ajuda das crianças, uma comida de mentirinha nas panelas de brinquedo da sua filha, quem sabe um tanque de guerra para os meninos com as cadeiras da mesa de jantar? Permita-se a, pelo menos um dia, esquecer da bagunça de casa, permita-se ser criança junto de seus filhos!

O amor não é vendido em loja, para ele não tem promoção nem desconto, não existe parcelamento. O amor não se compra com dinheiro, cartão, boleto ou cheque. Nem com o alto dólar! (risos). O amor se sente estando perto, compartilhando momentos. O amor é cultivado com tempo, com carinho, com dedicação. Depois eles crescem e se tornam adultos e quando você olhar para trás, tudo já terá passado e nem mesmo as lembranças restarão em sua memória... Isso é muito triste, por isso APROVEITE enquanto há tempo!

Neste dia das crianças (e nos que se seguirem ao longo de sua vida), preocupe-se em SER mais presente e não tanto com os presentes! Fica a dica do Muito Além das Fraldas: 
Sejamos crianças junto às crianças, sejamos FELIZES!!! 

Por Bruna Chufuli - Nos acompanhe clicando AQUI e curtindo nossa página no facebook.


Cena do Filme "O amor não tira férias"

sábado, 20 de junho de 2015

O ponto fraco é o dia do mal



Percebemos a fragilidade de uma família, quando temos que passar a madrugada num hospital pediátrico!
Essa foi a frase que me veio na cabeça na última terça-feira quando precisamos (eu e meu marido) passar a madrugada no hospital com a nossa filha.

Ao chegarmos, o hospital estava vazio. Acredito que pelo horário, pois sempre procuramos chegar o mais tarde possivel para justamente pegá-lo menos cheio.
Aguardando a enfermeira chamar para a triagem, percebemos as caras dos pais que ali estavam: todos cansados, fadigados e principalmente preocupados. Era notório em seus rostos que não estavam contentes em passar a madrugada naquele lugar frio, branco e com cheiro forte de produto de limpeza.

Tudo bem que a equipe de arquitetura faz até uma forcinha pra apaziguar esse sentimento, usando poltronas coloridas, desenhos bonitinhos nas paredes e até fazem uma brincadeira lúdica ensinando as crianças que devemos manter nossas mãos limpas, espalhando monstros estilizados por todo o hospital. No entanto, ainda assim, é impossivel se entreter com qualquer coisa quando nosso ponto fraco (ou forte porque em vários momentos, nossos filhos é que nos dão força) não está bem. E até a grande TV sintonizada no canal Discovery Kids, não alegra nem o mais despreocupado dos pais.
Ainda na sala de espera me deparei com um casal que estava há hooooooras aguardando a sua bebezinha fazer xixi no coletor para exame. Davam suco, leite, água e NADA fazia a pobrezinha relaxar e urinar. Também, com toda a pressão das enfermeiras que instruiam a mãe a molhar as mãozinhas dela, deixá-la só de fralda, colocá-la num penico de metal... Pra quem está de fora tudo parece fácil!

Me lembrei naquela hora, da semana que precisamos enfrentar a mesma espera com a nossa própria filha que estava queimando em febre e o médico solicitou esse exame.
Naquela noite, pudemos ver como nada está sob o nosso próprio controle. Não podemos apenas ordenar: faça xixi e ela faz. NÃO! É da ordem fisiológica dela sentir vontade ou não e ainda mais sob pressão, não há xixi que desça!

Graças a Deus que pelo menos naquela noite esse exame não era essencial. No entanto, quase um mês depois, estávamos nós ali de novo. Mas desta vez a situação estava feia, e o tão temido exame teve de ser feito da pior maneira possível, através de sonda!
Ao vê-la ali, naquela posição e exposição, cheia de medo e agoniada por não saber o que estava acontecendo estávamos nós, pai e mãe apoiando e acalmando nossa filhinha.

Naquele momento passei a entender a expressão que meus pais usavam ao me ver doente: queria tomar pra mim, só para não ter que vê-la nesse sofrimento!
De sorte que ao menos a nossa filha, depois dos exames e consulta foi enfim liberada. Já a família da bebezinha que estava na longa espera pelo exame de urina, permaneceu naquele frio hospital sabe-se lá até que horas... 
Que Deus cuide das nossas crianças!

*Por Bruna CM



quarta-feira, 3 de junho de 2015

Valor Material vs Amor Maternal

Existe valor financeiro agregado ao amor?

Com certeza NÃO! Mas, e quando aquele lindo colar de pérolas que sua bisavó conservou e presenteou a sua avó que usou do mesmo cuidado para dá-lo à sua mãe e que um dia foi surpreendentemente entregue a você com todo amor, toda história e todo valor sentimental agregado?

Pois é, isso aconteceu comigo... Não foi beeem assim, não foi uma linda jóia e nem pertenceu a minha bisavó. Mas, recebi um presente lindo do meu avô, foi comprado com todo esforço e me dado com todo carinho, pois era algo que ele sabia que eu precisava muito e na época, não tinha condições de comprar.

Lembro-me da felicidade, satisfação, da gratidão que senti por aquele ato e compilei no objeto todos aqueles sentimentos bons. Procurei zelar, cuidar e esmerar para que durasse se não uma eternidade (até porque mesmo os materiais se deterioram com o tempo), mas o máximo possivel para que pudesse não só usufruir daquilo "com saúde", que pudesse a cada dia olhar para aquilo e lembrar do quanto fui sortuda em ganhar do meu querido avô algo tão significativo e bacana. Afinal, de uma família com cerca de 15 netos e bisnetos, foi pra mim que ele dedicou tempo, dinheiro e amor a me presentear tão somente.

Enfim, o objeto estava ali, em cima da mesa e eis que minha filha de 2 anos, num momento de birra, enfurecida por ser contrariada (já nem me lembro o porquê), simplesmente puxou o objeto pelo fio e o jogou no chão.

Eu fiquei TÃO nervosa, brava e ressentida que nem mesmo o meu instinto materno foi capaz de segurar a minha raiva. Briguei com ela, deixei-a de castigo e posso dizer que a desculpei depois de um tempo.

Entretanto, ao perceber que o objeto, esmerado, cuidado e estimado quebrou-se e será necessário consertá-lo (por ser algo realmente caro, o conserto também não será barato), mesmo sabendo que nem tudo está perdido e tem jeito para o acontecido, meu coração mesmo assim ficou ressentido e quebrantado.

Dizem que mães perfeitas não tem apego material às suas coisas e que são capazes de relevar o sentimento de perda. Se isso é real ou não, juro que neste momento, estou me sentindo menos mãe por não ser assim. Será que realmente as mães são seres perfeitos e totalmente dotados desse desapego material a coisas de valor sentimental incontável? 

E o que eu digo ao meu avô quando ele me perguntar? Eu omito e digo que está super bem? Certamente eu não contarei o que de fato aconteceu, pois isso o entristeceria de certa forma OU não, ele poderia quem sabe entender que ela ainda é uma criança e não tem entendimento de certas coisas... Eu sinceramente não sei, mas prefiro omitir e fazer pesar mais o meu zelo do que o "acidente".

O que sei de verdade é o quanto isso me afetou e me fez levantar um questionamento interno a pensar o quão desprendida das coisas eu sou, pois sempre me julguei uma pessoa desapegada de tudo e pode-se dizer até que de pessoas (logicamente algumas pessoas apenas). Mas isso mexeu mesmo comigo...

Podem me chamar de boba e até dizerem que sou materialista. Fato é: pelo menos por enquanto, não sou a mãe perfeita que idealizaram na propaganda de TV. Estou ressentida sim!

*Por Bruna Chufuli - siga nossa página no facebook clicando em curtir :-)

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Metamorfose


No que a sua vida mudou depois da chegada de sua primeira filha?
Não existem apenas mudanças. Mudanças são transitórias, temporárias e podem ser revertidas em qualquer tempo. O que acontece com uma moça que se torna mãe é uma transformação, uma metamorfose.

Eu era uma jovem moça casada e nove meses depois eu já era uma jovem senhora casada e mãe.

Antes, mesmo casada, às vezes recebia cantadas e olhares dos homens nos lugares que ia. Muitos inclusive quando descobriam que eu era casada, diziam: que pena! Cheguei tarde! Nossa, que desperdício... Sabe, tirando a inconveniência disso, me sentia até lisonjeada, me sentia bonita, viva e valorizada!

Entretanto, só sendo casada não tinha notado nenhuma mudança drástica em mim. Refiro-me ao meu corpo jovem, cheio de curvas longilíneas. Um par de seios bonitos, uma bunda arrebitada, algumas celulites e estrias, é claro (afinal de contas toda mulher normal tem). Mas mesmo assim me sentia uma moça atraente. E a única diferença que encontrava entre mim e as moças ao meu redor, era ser casada e apesar disso, eu era uma jovem normal.

Nove meses depois, me tornei mãe e as preocupações com a vida já eram totalmente diferentes. Posso dizer que a futilidade do meu ser morreu para dar lugar a uma mãe dedicada e constantemente preocupada com o bem estar da filha.

Não durmo um sono pesado há 2 anos, acordo de hora em hora durante a madrugada para saber se minha filha respira tranquila, se não está febril ou mesmo com calor. Não degusto mais os alimentos da forma com que fazia antes, pois desde que me tornei mãe só me preocupo em alimentar a minha filha, se ela comeu bem, se comeu um pouco de tudo que coloquei no prato, se ainda está com fome, com sede... O sabor, a textura e a beleza do que é colocado no prato, já não são mais o principal pra mim. Interesso-me muito mais por comidas saudáveis, com nutrientes, fibras, vitaminas que irão fazer bem a ela.

Hoje, eu já não me arrumo mais. Antes, eu era conhecida como a boneca “Barbie”, todo dia com uma roupa diferente, sempre seguindo a tendência da moda, com maquiagem perfeita, cabelo impecável. Mesmo trabalhando cedo, fazia questão de levantar no mínimo 1 hora antes do horário normal para tomar banho, lavar o cabelo, secar e fazer cachos nas pontas. Tingia-o religiosamente de 15 em 15 dias e nunca andei com a raiz do cabelo aparecendo. Inclusive, condenava as mulheres que encontrava na rua com o cabelo mal pintado e dizia: como tem coragem?
Até pra ir à padaria me maquiava e penteava o cabelo!

Hoje, não entendo como conseguia fazer todo aquele ritual. Maquiar-me e pentear o cabelo da forma como fazia antes, só em pensar me sinto exausta! Não tenho mais ânimo e nem disposição para tanto.

Vou à padaria todo dia com a mesma cara de ontem, cara de: desculpe, é o que estou podendo oferecer no momento. Sinto não ser tratada da mesma forma que antes, falta um quê de dignidade em mim e já não recebo mais aquele agrado do rapaz que corta os frios como antigamente: quer experimentar um pedaço do queijo, moça? Isso ficou pra história! Hoje ele corta o mais rápido possível pra chegar a vez da próxima pessoa da fila! (risos)

Ando pelo mercado feito uma louca de moletom e Havaianas. No cabelo, o penteado mais 
incrível do momento: o bom e velho “Coque” e saio às compras.
Antes, ir ao mercado era uma terapia, comprava molhos especiais para fazer jantares especiais para o marido, investia num bom azeite e na dispensa sempre tinha um bom vinho para acompanhar as massas.

O setor de cosméticos era o meu paraíso! Ficava longas horas lendo os rótulos dos shampoos, condicionadores, finalizadores... Sempre saia de lá com pelo menos dois ou três produtos novos pra testar.

Hoje, meu marido até brinca dizendo que parece que estamos treinando para correr a maratona! Não podemos demorar em corredor nenhum, não só por causa do tempo que é curto, mas porque nossa filha passa derrubando TUDO o que está nas prateleiras. O corredor de desodorantes é uma tortura! Ela derruba um a um como se fossem pinos de boliche. O de biscoito, então, nem se fale! Ela pega todos e vai enfiando no carrinho, e ao mesmo tempo vamos tentando tirar o que ela está pondo e isso vira uma pequena disputa. Tenho certeza que o rapaz do circuito de câmeras deve ter nossos rostos numa lista negra e somos tidos como: baderneiros para o mercado. (risos)

Nunca mais fiquei 1 minuto completo no setor de cosméticos. Comprar shampoo é assim: esse é pra cabelo oleoso, põe no carrinho e bora para o próximo item da lista.
A prateleira do banheiro que antes arrebentava por causa do peso, hoje tem espaço até para pendurar os brinquedos de banho. É um shampoo e um condicionador para os dois (eu e o meu marido), e o shampoo da nossa filha. Antes tomávamos banho cada dia com um sabão diferente, enquanto hoje é um sabão liquido pra família toda! E VIVA às embalagens tamanho família!

Como podem perceber, hoje sou outra pessoa. Não dou mais tanto valor a mim.
Hoje valorizo e priorizo a minha filha, se ela está bem tratada, se está bem alimentada, limpa, saudável, bem vestida. Se o sapato combina com a cor da blusa. Se está preparada para a estação do ano que está por vir, se tem casacos para o inverno ou vestidos para o verão. Enquanto eu, bem, eu nem tenho mais guarda-roupa! Soco minhas peças numa cômoda e quase sempre uso as mesmas peças. Tenho 2 calças que uso com frequência e 1 para ocasiões especiais. Tenho vestidos da época que as festas era a minha vida, mas nenhum que imprime mais a personalidade que assumi me tornando mãe.

As lindas saias rodadas e curtinhas que exibiam minhas belas pernas, hoje já somam o guarda-roupa de outras pessoas, pois ao sair da maternidade já fiz a limpa e doei boa parte das roupas de “cocota” que compunham o meu closet. Aliás, hoje já não me sinto à vontade de saia, mesmo as mais comportadas, pois as marcas que a maternidade fez no meu corpo estão à mostra para todos verem. As estrias, as celulites, a flacidez e as melasmas...

Hoje tudo se transformou, foi uma verdadeira metamorfose.
Por fora, posso parecer mais velha e menos formosa. Mas, por dentro me sinto melhor, me sinto provedora, me sinto educadora, me sinto instrumento formador de um novo ser com sua personalidade própria, ideias, atitudes e sentimentos que vão além dos meus, mas que ao mesmo tempo são fruto de tudo o que de melhor eu ensinar e proporcionar a ele.
Hoje me sinto mãe, e ao menos com isso me sinto satisfeita, pois meu corpo antes cheio de curvas esculturais hoje nutre de amor um ser que foi formado de e em mim, é parte do que fui e do que sou e levará à posteridade um pedaço, o melhor pedaço de mim.

*Por Bruna C.M.


quinta-feira, 9 de abril de 2015

Como cresceu a minha menina


Lembro-me do dia do seu nascimento, da nossa primeira troca de olhares e de como você se acalmou com o som da minha voz...

Lembro-me do primeiro dia em casa, das minhas dúvidas com o melhor jeito de te aconchegar no novo lar. Talvez no berço, ou comigo no cantinho do sofá, quem sabe dentro do bebê-conforto ou mesmo no meu colo, no meu colo, é claro!

Lembro-me da aflição ao cortar pela primeira vez suas tão finas e delicadas unhas, seus dedinhos eram tão pequenos e finos que eu tinha medo de quebra-los.

Lembro-me do seu choro noturno e da dor que senti no peito sem saber o que fazer para te acalmar, e do som que te acalmou, que até hoje não sabemos (o seu pai e eu), se era de uma gaita de fole ou o canto dos anjos...

Lembro-me da minha preocupação em não molhar os seus ouvidos e de higienizar de forma correta o seu umbigo. De achar estranha aquela fralda tamanho “RN” e da frustração em te ver tão pequena naqueles macacões enormes. Você já foi pequena minha filha, cabia inteirinha no antebraço do seu pai e sempre foi a mais linda das bebês da maternidade. Eram 46cm de pura beleza!

Lembro-me de como era quietinha, calma e dorminhoca. Não nos deu trabalho algum.

Lembro-me da sua primeira ida ao shopping e de como aquelas luzes todas te deixaram eufórica.

Lembro-me até daquela menina que ao te ver, confundiu-te com uma boneca e bruscamente apertou sua barriga em saber se era realmente um bebê de verdade e para o espanto de todos, você simplesmente riu.

Lembro-me dos seus primeiros dentes, das primeiras palavras e dos primeiros passos. Você foi apressada e quase não engatinhou!

Lembro-me de todas as manhãs ao seu lado, da sua cara de sono e da sua disposição matinal, quanta energia! Sua voz rouca, falando abobrinhas é melhor que o canto dos rouxinóis!

Lembro-me de tudo o que passou a todo instante, e mal consigo acreditar que em tão pouco tempo nós mudamos tanto, aliás, nos transformamos. Você que era uma pequena bebezinha, e hoje já é uma menina linda e inteligente de 2 anos. Carinhosa e muito tagarela!

Eu, que era apenas uma jovem sem talento algum para a maternidade, descobri que por você eu poderia ser mais e me tornei a melhor mãe do mundo pra você.
Apesar de distintas, você e eu somos partes uma da outra, você saiu de mim e eu renasci em você.

O seu cheiro, a sua voz, o seu riso são a batida que rege a minha vida e somente depois de ser agraciada por Deus em ser escolhida para ser sua mãe, descobri o quanto a vida é linda, colorida e viva.

O brilho dos seus olhos me leva a enxergar a grandeza de tudo o que há e viver cada instante descobrindo o valor de cada coisa, seja ela a mais singela e simples. Posso afirmar que aprendo mais do que ensino, e que você, mesmo sendo tão jovem e inocente, sabe muito mais da vida do que eu.

Amo-te infinitamente e acompanhar o seu crescimento, sem dúvidas é um presente de Deus!


*Por Bruna C.M.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Ser mãe é...


E um positivo foi o resultado!

O que você pensava que seria a maternidade quando se viu com um teste positivo na mão?
Eu não sei você, mas eu me desesperei e MUITO!

Não que eu não quisesse um bebê, ou que a gravidez fosse indesejada. Mas, não me sentia preparada pra ser mãe naquele momento. Sou filha única, sempre me senti muito filha, e pensava que a vida iria me preparar pra me sentir mãe e quando isso acontecesse eu ficaria grávida. Mas, não! Aprendi que nunca estaremos prontas antes de realmente SERMOS mães...

Mães de verdade não são como as propagandas da TV mostram. Alguém que não sente apego material às suas coisas quando quebram, ou que não se desesperam ao ver seu filho fazer um escândalo por causa de alguma coisa no mercado, ou mesmo consegue manter-se calma perante uma crise noturna de choro.
Ser mãe é definitivamente ir além! Em TODOS os sentidos.

Lembro-me com saudade da minha barriga de grávida que incomodava pra dormir, pesava pra ficar de pé, atrapalhava o banho, comprimia meus pulmões e mal me deixava respirar... Que alívio eu senti quando finalmente o bebê saiu e eu respirei como se fosse à primeira vez, beeem fundo!

Ainda sobre a gravidez, o que eram aqueles enjoos que eu sentia? Tive “Hiperêmese Gravídica”, não podia nem beber água que vomitava! Passei 3 meses à base de picolé de frutas. Era o único jeito de me manter hidratada sem me alimentar e graças a Deus por isso, não precisei ser internada. Sofri preconceito no trabalho e até precisei me afastar.
Infelizmente é uma complicação comum, embora desconhecida pelas pessoas que simplesmente tendem a achar que é apenas frescura de grávida.

Atento às leitoras grávidas que os enjoos são naturais por causa das mudanças hormonais. Mas, quando eles vêm acompanhados de vômitos em demasia, isso foge o normal e passa a ser uma complicação da gravidez que deve ser acompanhada por um médico. Em certos casos a mãe começa a perder eletrólitos e esse desequilíbrio pode vir acompanhado de desidratação o que pode acarretar outras complicações inclusive para o bebê. Assim, é recomendada a internação da gestante, para faça um jejum absoluto, acompanhado de soro e medicação via venosa que é a mesma usada para combater as náuseas da quimioterapia. Então, é bom se atentar e conversar com o médico que faz os acompanhamentos de pré-natal.

Ser mãe é sentir apego à cria e ficar enfurecida com aquela pessoa sem noção que teima chegar perto do bebê usando um perfume forte. É arranjar confusão com quem se aproxima para além de olhar, querer cuidar. É forçar amizade com quem adora dar um palpite.

Uma coisa eu aprendi sendo mãe, que não existe uma regra quando o assunto é cuidar. Cada uma tem seu jeito e este é o mais certo para o seu filho. Eu mesma, nunca consegui dar banho na banheira. Comprei daquelas grandes e troquei por ofurô (baldinho). Mas, me dei bem mesmo, com o bom e velho banho de chuveiro! Aconchegava-a nos meus braços e a fazia relaxar com a água bem quentinha.

A pressão da água do chuveiro, em contato com a barriguinha dela, fazia algum tipo de massagem que afastou as temidas cólicas, e isso foi muito bom!
Aprendi também que não existem regras de amamentação. A única exigência é não exigir e nem forçar. Tudo tem de fluir, respeitando o seu tempo e principalmente o tempo do bebê. Com calma e sem ansiedade o leite desce e o bebê aprende a sugar da maneira correta.

Ser mãe é saber a diferença de um lenço umedecido, de uma toalha umedecida, é saber qual o lado certo de colocar a fralda. É saber diferenciar os cheiros de um cocô duro, de um mole sem olhar a fralda. É saber pra que serve o recorte diferenciado dos bodies infantis, que permitem a mãe retirá-lo do corpo por cima ou por baixo. É saber ao certo pra que serve e se serve uma mamadeira com válvula anti-cólicas, se vai compensar investir numa de vidro ao invés de uma de plástico e principalmente que os bicos embora “iguais”, tem diferenças entre si. Ser mãe é saber tudo isso, e não saber também te faz mãe!

Ser mãe é reconhecer a moça do lado como mãe, só em analisar o comportamento: mãe de primeira viagem é toda cuidadosa. Mãe de segundinho já é mais “descolada”, e a mãe de muitos se passa muitas vezes por descuidada! Mas, não se engane, mãe que é mãe não julga, entende!

Ser mãe é sofrer calada na volta da licença maternidade, é se sentir “entre a cruz e a espada” quando pinta uma febre noturna, tendo uma reunião importantíssima do trabalho no dia seguinte bem cedo. É ficar em dúvida entre qual a melhor escola, ou mesmo qual a babá mais capacitada. É se abdicar de todos os luxos possíveis e imagináveis para não abrir mão de ficar em casa para cuidar da cria, estar presente em todos os momentos importantes como a primeira palavra, o primeiro dente, o primeiro tombo e os primeiros passos. É sentir-se culpada por abandonar sua carreira para se dedicar à culinária saudável, sem levar o menor jeito com as panelas ou mesmo mudar drasticamente a carreira de engenheira civil para artesã de lembrancinhas de festa.

Ser mãe é se negar em favor do filho. É aprender a desapegar-se daquela boneca linda que guardou para quando enfim tivesse uma filha, e na primeira vez que a vê, ao invés de brincar, simplesmente resolve afundar os olhos da pobre boneca e apelida-la de “Chuck” (O Boneco Assassino).

Ser mãe é dar a maior e melhor TV da sua casa para o filho assistir o desenho favorito, e no dia do último capítulo da novela quando resolve trocar de canal, volta rapidamente ao desenho, só porque não aguenta vê-lo abrir o berreiro até perder o fôlego, e deixa pra lá a novela, senta no sofá e assiste o tal desenho pela vez 1001...

Ser mãe é tomar banho cantarolando as musicas dos desenhos que o filho gosta, eu mesma me peguei cantando em alto e bom som: “Hora do Check-Up, Hora do Check-Up! Eu vou examinar orelhinhas, olhos e se cresceeeeuuu”... (Doutora Brinquedos da Disney)
Ou se ver assistindo “sem querer” a Peppa, sozinha em casa. Sentir o cheirinho das roupas do bebê e chorar... De AMOR! É tanto amor que dói!
Ser mãe é isso... É isso tudo e muito mais.

O fundamento de ser mãe é amar tanto o filho, a ponto de passar por cima dos “percalços” da maternidade e ainda assim dizer que ser mãe é a melhor experiência da vida de uma mulher.

É assim que me sinto, e você? Conta pra gente! Escreva o que achou nos comentários, curta e compartilhe nosso blog, feito para as mães de verdade que sabem que a maternidade tem muitas coisas que vão “Muito além das fraldas”!

*Por Bruna C.M.