Minha mãe não teve opção de escolha de parto. Minha mãe foi forçada a ter parto normal e sua primeira filha, tão almejada e amada, não sobreviveu. A irmã que eu não tive foi vítima de negligencia médica, assim como minha mãe também o correu risco de perder a vida.
Talvez por essas e muitas outras histórias, tão comuns, minha geração tenha tanto medo de parto normal. A gente aprendeu que é mais perigoso, mas traumático e mais doloroso. Por que?
Porque naquela época a escolha da mãe pelo tipo de parto não era respeitada. Ou, melhor, a mulher não tinha escolha. Não devia gritar, nem chorar, nem mesmo tinha ainda o direito de ter acompanhantes na hora do parto. Quantas e quantas enfermeiras ainda criticavam quem "fazia escândalo"! Lindo seria parir silenciosamente.
Aí, quem podia (quem tinha um pouco mais de dinheiro) começou a preferir o parto cesárea, esse que foi se tornando o tipo de parto número 1 do Brasil. Imagino eu, que o motivo de todas as mulheres que escolheram cesárea seja o mesmo, medo de não poder mudar o plano de parto na hora H, medo de não suportar a dor, medo de morrer. Eram essas as histórias que nossas mães contavam! E o pior, eram todas verdadeiras.
Fez-se 36 anos que cercearam o direito de minha mãe de ter duas filhas! Sim, fez-se 36 anos que ela sofreu de violência obstétrica e tiraram dela a oportunidade de ver crescer sua linda menina "Andréia".
Fez-se 36 anos que eu não pude ter a irmã mais velha que sempre sonhei, minha possível real amiga e companheira.
Fez-se 36 anos de uma injustiça sem tamanho, pois se na época houvesse a opção de escolha de parto, um parto normal forçado, mesmo sem condições naturais de fluir não teria prosseguido e, talvez, hoje, minha irmã estivesse aqui comemorando conosco seus 36 anos de vida.
A escolha da minha mãe foi planejar a chegada do bebê, tal como qualquer mãe que sonha com o rosto do seu filho, preparar tudo para recebê-lo, como um presente do Céu, e parir da melhor forma possível.
Mas, ao invés disso, teve que se despedir da filha sem vida ainda no hospital, morta de forma trágica por consequência de um parto inadequado feito por um médico despreparado.
Andreia faz aniversário e eu não a conheci, não tive a oportunidade de dividir com ela minhas alegrias e tristezas, minha vitórias, minhas derrotas, meus segredos, minhas roupas e coisas, e - principalmente- o amor dos meus pais.
Não sei se ela teria preferência musical diferente da minha, se ficaria com o rosa ou o roxo, se ia gostar de salada como meu pai ou se herdaria os talentos artísticos da minha mãe. Quem sabe apreciaria os mesmos filmes que eu, ou me achasse uma maluca infantil ao ver minha coleção de filmes de Natal... Sei lá!
De uma coisa eu tenho certeza: ela seria a melhor irmã do mundo pra mim, seria ela esta "pecinha" que até hoje me faz tanta falta no coração.
Almejo que daqui há 36 anos, algo mude e que um dia a mulher possa ser a real protagonista do seu parto e da sua história. Independente da via de parto (normal ou cesárea) e que, sobretudo, seja este mais humano, mais terno, mais sublime.
Que nunca mais sejam sabidas histórias como a da minha mãe, que sofreu a dor de nutrir e formar em seu ventre um ser perfeito que não pôde viver.
Em contrapartida, que nunca mais sejam sabidas também de histórias de mulheres taxadas, antes de tudo, já como "incapazes de parir naturalmente". Que os partos não sejam mais um produto, um ritual frio e calculista, ou mesmo um espetáculo hollywoodiano com preços pré-estabelecidos para tudo, até pro "cineasta" que cobrirá o momento da chegada da criança. Mas sim, mais humanizados, com o direito de escolha adquirido.
Seja num hospital de rede pública no interior do Brasil ou em uma das mais bem cotadas maternidades do país, que seja uma escolha conjunta da mãe e do médico, e que seja o mais emocionante e sublime da vida de todas as mulheres. Ricas e pobres.
Pelo direito de nascer e de viver. Por todas as mães que perderam seus filhos no parto e por todas Andréias.
Bruna Chufuli Marcon
Mãe da Valentina (3 anos)
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terça-feira, 19 de abril de 2016
sexta-feira, 9 de outubro de 2015
Mais presente e menos presentes

Na era da comunicação, em que muitas vezes andamos mais
conectados ao mundo do que à nossa própria vida, nós pais, vivemos com a culpa.
Culpa por não alcançarmos as metas impostas por nós mesmos em relação aos
nossos filhos. Vivemos culpados por não termos tempo de sentar no chão com eles
e nos despirmos do adulto careta que nos tornamos e dar não somente a eles mas, a nós mesmos, a chance de por alguns minutos voltarmos à infância e acreditarmos
que aquela cabana de lençol em cima das nossas cabeças é mesmo o telhado de aço da nossa
fortaleza, cujos monstros mais fortes podem vir e soprar com toda a força que jamais conseguirão derrubá-la.
Nos falta coragem pra acreditar que, apesar de termos crescido
para as responsabilidades que permeiam a vida, por dentro ainda somos inocentes
e bastante infantis...Sentimos vergonha de externar nossas fantasias, acreditar
que as fadas do dente de alguma forma até existem e que devemos ganhar alguma
recompensa por algo que com tanto afinco realizamos, e o nosso trabalho é a
maior prova disso! Nos tornamos adultos e esquecemos o que nos fazia
realmente felizes quando crianças. É, pois é, aposto que não era nada de valor financeiro
muito alto e que com um pouco de tempo e boa vontade não desse para realizar.
Afinal, a infância é a única fase na nossa vida em que tudo se constrói com
papel, um pouco de cola, tintas coloridas, barro, massinha e muita imaginação.
Recordo-me de um
brinquedo que ganhei sem pedir. Meus pais compraram porque acharam que eu ia me
alegrar e, na verdade, alegrou. Mas, não porque o brinquedo era muito legal,
não. O que alegrou foi o simples fato de poder brincar junto dos meus pais. Esse
brinquedo vinha numa caixa e trazia dentro de si um saquinho com pó para gesso,
moldes no formato dos personagens Disney e tintas para colorir, simples assim. Todos
juntos, em família, preparamos a massa que, com cuidado, despejamos nas
forminhas e depois de algumas horas de espera pudemos também pintar. Fizemos
pequenas estátuas do Pateta, do Pato Donald e até do Mickey!
- "O meu ficou mais lindo que o seu", disse minha mãe
para o meu pai e ele, se defendendo, respondeu:
- "É tudo uma questão de ponto de vista! O meu ficou
especial por ter sido feito por mim"! (risos)
Eu, sinceramente, não lembro a cor da caixa do brinquedo, mas
aquela cena em família foi o melhor de TODOS os presentes que ganhei, foi o que
realmente ficou guardado na memória, recordo-me com carinho até hoje e não foi
preciso de muito para me fazer feliz.
Entretanto, tamanha
simplicidade se destoa em meio à loucura que vemos nas lojas de brinquedos.
Aqui em São Paulo, na região da 25 de março, o trânsito trava, avistamos de
longe multidões de pessoas alucinadas nas lojas à procura de promoção. Todos os
anos o telejornal entrevista algumas destas pessoas e pergunta: o que irá
comprar para as crianças hoje? E a resposta circunda sempre os nomes dos
brinquedos que fazem propaganda na TV. Nunca ouvi ninguém que respondesse que mais importante do que o brinquedo é passar o dia juntos. Ou que iria comprar
um brinquedo que desse para se divertirem em família.
Nessas horas, a cena do filme: “Um Herói de Brinquedo”, que
assisti muitas vezes, confesso, cai como luva: mostra o pai (um cara super
ocupado com o trabalho que esquece de comprar o presente de natal do filho com
antecedência e acaba sofrendo horrores para encontrar o tão sonhado brinquedo
em plena véspera de natal) numa fila quilométrica para entrar numa loja de
brinquedos em busca do fenômeno de vendas do momento, um boneco de ação
chamado: "Turbo Man". Inconformado com o tamanho da fila, ele força a
entrada e encontra outro pai (um carteiro que só está naquela fila, naquele
dia, porque não teve tempo de comprar o presente do filho antes devido a
demanda de entregas de natal) que faz um desabafo dizendo que as indústrias
de brinquedo aliadas às agências de publicidade, são verdadeiros
"cartéis" que lucram milhões para convencer as crianças que precisam
de determinado brinquedo e convencem-nas a tal ponto que o filho vem pedindo o
brinquedo ao pai, já usando o discurso que se ele não ganhar será um
fracassado! E o pai, coagido à compra, mesmo sem ter dinheiro, acaba comprando.
Depois de uns dias, o brinquedo quebra e o pai frustrado (às vezes nem terminou
de pagar) não pode nem consertar, porque o brinquedo é de plástico e não vendem
peças de reposição. (Confesso que agora sendo mãe e sentindo na pele tudo isso, eu
concordo com o cara! risos).
Não muito diferente da ficção, nessas épocas de Dia das Crianças
e Natal, principalmente, vemos pais literalmente financiando brinquedos mais
caros que o orçamento doméstico para alegrar crianças que mal sabem falar, mas
aprenderam a pedir. E também pais que tem condições de comprar a loja inteira,
se fosse o caso, mas que desconhecem os gostos dos próprios filhos, pois os
deixam impiedosamente de lado para dedicar-se ao trabalho e usam da desculpa
que só trabalham para oferecer O MELHOR para eles. Entretanto, na realidade,
nem imaginam que o quê os filhos mais desejam é tão somente um contato um maior,
um esconde-esconde, uma historinha antes de dormir, um carinho, um abraço... No
caso dos adolescentes, uma conversa franca... Isso tudo é muito valioso! Mais
do que parece e alguns deixam-se enganar apenas pelo preço dos brinquedos.
Muitas crianças estão carentes do amor de seus pais, muito mais
do que de presentes, algumas estão desejosas de algo sem valor financeiro
agregado, mas com um incalculável valor afetivo. Algo muito simples e
extremamente memorável: passar um dia efetivamente com os pais, divertindo-se
em meio a descontração e ALEGRIA! Criança precisa de pouco para ser feliz, não
precisa de IPad, IPhone, vídeo game de última geração. Meninas não precisam de
acessórios caríssimos para as suas bonecas, elas precisam de amor, de cuidados,
de carinho para elas mesmas...Por isso, nesse dia das crianças, seja mais
presente e não se preocupe tanto com os presentes.
Garanto que muito
mais valerá os momentos divertidos em família do que os brinquedos caros,
comprados e muitas vezes parcelados em 12x no cartão. Tente fazer um
almoço com a ajuda das crianças, uma comida de mentirinha nas panelas de
brinquedo da sua filha, quem sabe um tanque de guerra para os meninos com as
cadeiras da mesa de jantar? Permita-se a, pelo menos um dia, esquecer da
bagunça de casa, permita-se ser criança junto de seus filhos!
O amor não é vendido em loja, para ele não tem promoção nem desconto,
não existe parcelamento. O amor não se compra com dinheiro, cartão, boleto ou
cheque. Nem com o alto dólar! (risos). O amor se sente estando perto,
compartilhando momentos. O amor é cultivado com tempo, com carinho, com
dedicação. Depois eles crescem e se tornam adultos e quando você olhar para
trás, tudo já terá passado e nem mesmo as lembranças restarão em sua memória...
Isso é muito triste, por isso APROVEITE enquanto há tempo!
Neste dia das crianças (e nos que se seguirem ao longo de sua vida), preocupe-se em SER mais presente e não tanto com os presentes! Fica a
dica do Muito Além das Fraldas:
Sejamos crianças junto às crianças, sejamos FELIZES!!!
Por Bruna Chufuli - Nos acompanhe clicando AQUI e curtindo nossa página no facebook.
Cena do Filme "O amor não tira férias"
sábado, 20 de junho de 2015
O ponto fraco é o dia do mal
Percebemos a fragilidade de uma família, quando temos que passar a madrugada num hospital pediátrico!
Essa foi a frase que me veio na cabeça na última terça-feira quando precisamos (eu e meu marido) passar a madrugada no hospital com a nossa filha.
Ao chegarmos, o hospital estava vazio. Acredito que pelo horário, pois sempre procuramos chegar o mais tarde possivel para justamente pegá-lo menos cheio.
Aguardando a enfermeira chamar para a triagem, percebemos as caras dos pais que ali estavam: todos cansados, fadigados e principalmente preocupados. Era notório em seus rostos que não estavam contentes em passar a madrugada naquele lugar frio, branco e com cheiro forte de produto de limpeza.
Tudo bem que a equipe de arquitetura faz até uma forcinha pra apaziguar esse sentimento, usando poltronas coloridas, desenhos bonitinhos nas paredes e até fazem uma brincadeira lúdica ensinando as crianças que devemos manter nossas mãos limpas, espalhando monstros estilizados por todo o hospital. No entanto, ainda assim, é impossivel se entreter com qualquer coisa quando nosso ponto fraco (ou forte porque em vários momentos, nossos filhos é que nos dão força) não está bem. E até a grande TV sintonizada no canal Discovery Kids, não alegra nem o mais despreocupado dos pais.
Ainda na sala de espera me deparei com um casal que estava há hooooooras aguardando a sua bebezinha fazer xixi no coletor para exame. Davam suco, leite, água e NADA fazia a pobrezinha relaxar e urinar. Também, com toda a pressão das enfermeiras que instruiam a mãe a molhar as mãozinhas dela, deixá-la só de fralda, colocá-la num penico de metal... Pra quem está de fora tudo parece fácil!
Me lembrei naquela hora, da semana que precisamos enfrentar a mesma espera com a nossa própria filha que estava queimando em febre e o médico solicitou esse exame.
Naquela noite, pudemos ver como nada está sob o nosso próprio controle. Não podemos apenas ordenar: faça xixi e ela faz. NÃO! É da ordem fisiológica dela sentir vontade ou não e ainda mais sob pressão, não há xixi que desça!
Graças a Deus que pelo menos naquela noite esse exame não era essencial. No entanto, quase um mês depois, estávamos nós ali de novo. Mas desta vez a situação estava feia, e o tão temido exame teve de ser feito da pior maneira possível, através de sonda!
Ao vê-la ali, naquela posição e exposição, cheia de medo e agoniada por não saber o que estava acontecendo estávamos nós, pai e mãe apoiando e acalmando nossa filhinha.
Naquele momento passei a entender a expressão que meus pais usavam ao me ver doente: queria tomar pra mim, só para não ter que vê-la nesse sofrimento!
De sorte que ao menos a nossa filha, depois dos exames e consulta foi enfim liberada. Já a família da bebezinha que estava na longa espera pelo exame de urina, permaneceu naquele frio hospital sabe-se lá até que horas...
Que Deus cuide das nossas crianças!
*Por Bruna CM
quarta-feira, 3 de junho de 2015
Valor Material vs Amor Maternal
Existe valor financeiro agregado ao amor?
Com certeza NÃO! Mas, e quando aquele lindo colar de pérolas que sua bisavó conservou e presenteou a sua avó que usou do mesmo cuidado para dá-lo à sua mãe e que um dia foi surpreendentemente entregue a você com todo amor, toda história e todo valor sentimental agregado?
Pois é, isso aconteceu comigo... Não foi beeem assim, não foi uma linda jóia e nem pertenceu a minha bisavó. Mas, recebi um presente lindo do meu avô, foi comprado com todo esforço e me dado com todo carinho, pois era algo que ele sabia que eu precisava muito e na época, não tinha condições de comprar.
Lembro-me da felicidade, satisfação, da gratidão que senti por aquele ato e compilei no objeto todos aqueles sentimentos bons. Procurei zelar, cuidar e esmerar para que durasse se não uma eternidade (até porque mesmo os materiais se deterioram com o tempo), mas o máximo possivel para que pudesse não só usufruir daquilo "com saúde", que pudesse a cada dia olhar para aquilo e lembrar do quanto fui sortuda em ganhar do meu querido avô algo tão significativo e bacana. Afinal, de uma família com cerca de 15 netos e bisnetos, foi pra mim que ele dedicou tempo, dinheiro e amor a me presentear tão somente.
Enfim, o objeto estava ali, em cima da mesa e eis que minha filha de 2 anos, num momento de birra, enfurecida por ser contrariada (já nem me lembro o porquê), simplesmente puxou o objeto pelo fio e o jogou no chão.
Eu fiquei TÃO nervosa, brava e ressentida que nem mesmo o meu instinto materno foi capaz de segurar a minha raiva. Briguei com ela, deixei-a de castigo e posso dizer que a desculpei depois de um tempo.
Entretanto, ao perceber que o objeto, esmerado, cuidado e estimado quebrou-se e será necessário consertá-lo (por ser algo realmente caro, o conserto também não será barato), mesmo sabendo que nem tudo está perdido e tem jeito para o acontecido, meu coração mesmo assim ficou ressentido e quebrantado.
Dizem que mães perfeitas não tem apego material às suas coisas e que são capazes de relevar o sentimento de perda. Se isso é real ou não, juro que neste momento, estou me sentindo menos mãe por não ser assim. Será que realmente as mães são seres perfeitos e totalmente dotados desse desapego material a coisas de valor sentimental incontável?
E o que eu digo ao meu avô quando ele me perguntar? Eu omito e digo que está super bem? Certamente eu não contarei o que de fato aconteceu, pois isso o entristeceria de certa forma OU não, ele poderia quem sabe entender que ela ainda é uma criança e não tem entendimento de certas coisas... Eu sinceramente não sei, mas prefiro omitir e fazer pesar mais o meu zelo do que o "acidente".
O que sei de verdade é o quanto isso me afetou e me fez levantar um questionamento interno a pensar o quão desprendida das coisas eu sou, pois sempre me julguei uma pessoa desapegada de tudo e pode-se dizer até que de pessoas (logicamente algumas pessoas apenas). Mas isso mexeu mesmo comigo...
Podem me chamar de boba e até dizerem que sou materialista. Fato é: pelo menos por enquanto, não sou a mãe perfeita que idealizaram na propaganda de TV. Estou ressentida sim!
*Por Bruna Chufuli - siga nossa página no facebook clicando em curtir :-)
sexta-feira, 15 de maio de 2015
Metamorfose
No que a sua vida mudou
depois da chegada de sua primeira filha?
Não existem apenas
mudanças. Mudanças são transitórias, temporárias e podem ser revertidas em
qualquer tempo. O que acontece com uma moça que se torna mãe é uma
transformação, uma metamorfose.
Eu era uma jovem moça
casada e nove meses depois eu já era uma jovem senhora casada e mãe.
Antes, mesmo casada,
às vezes recebia cantadas e olhares dos homens nos lugares que ia. Muitos
inclusive quando descobriam que eu era casada, diziam: que pena! Cheguei tarde!
Nossa, que desperdício... Sabe, tirando a inconveniência disso, me sentia até lisonjeada,
me sentia bonita, viva e valorizada!
Entretanto, só sendo
casada não tinha notado nenhuma mudança drástica em mim. Refiro-me ao meu corpo
jovem, cheio de curvas longilíneas. Um par de seios bonitos, uma bunda arrebitada,
algumas celulites e estrias, é claro (afinal de contas toda mulher normal tem).
Mas mesmo assim me sentia uma moça atraente. E a única diferença que encontrava
entre mim e as moças ao meu redor, era ser casada e apesar disso, eu era uma
jovem normal.
Nove meses depois, me
tornei mãe e as preocupações com a vida já eram totalmente diferentes. Posso
dizer que a futilidade do meu ser morreu para dar lugar a uma mãe dedicada e
constantemente preocupada com o bem estar da filha.
Não durmo um sono
pesado há 2 anos, acordo de hora em hora durante a madrugada para saber se
minha filha respira tranquila, se não está febril ou mesmo com calor. Não
degusto mais os alimentos da forma com que fazia antes, pois desde que me
tornei mãe só me preocupo em alimentar a minha filha, se ela comeu bem, se
comeu um pouco de tudo que coloquei no prato, se ainda está com fome, com
sede... O sabor, a textura e a beleza do que é colocado no prato, já não são
mais o principal pra mim. Interesso-me muito mais por comidas saudáveis, com
nutrientes, fibras, vitaminas que irão fazer bem a ela.
Hoje, eu já não me
arrumo mais. Antes, eu era conhecida como a boneca “Barbie”, todo dia com uma
roupa diferente, sempre seguindo a tendência da moda, com maquiagem perfeita,
cabelo impecável. Mesmo trabalhando cedo, fazia questão de levantar no mínimo 1
hora antes do horário normal para tomar banho, lavar o cabelo, secar e fazer
cachos nas pontas. Tingia-o religiosamente de 15 em 15 dias e nunca andei com a
raiz do cabelo aparecendo. Inclusive, condenava as mulheres que encontrava na
rua com o cabelo mal pintado e dizia: como tem coragem?
Até pra ir à padaria
me maquiava e penteava o cabelo!
Hoje, não entendo
como conseguia fazer todo aquele ritual. Maquiar-me e pentear o cabelo da forma
como fazia antes, só em pensar me sinto exausta! Não tenho mais ânimo e nem disposição
para tanto.
Vou à padaria todo
dia com a mesma cara de ontem, cara de: desculpe, é o que estou podendo
oferecer no momento. Sinto não ser tratada da mesma forma que antes, falta um
quê de dignidade em mim e já não recebo mais aquele agrado do rapaz que corta
os frios como antigamente: quer experimentar um pedaço do queijo, moça? Isso ficou
pra história! Hoje ele corta o mais rápido possível pra chegar a vez da próxima
pessoa da fila! (risos)
Ando pelo mercado
feito uma louca de moletom e Havaianas. No cabelo, o penteado mais
incrível do
momento: o bom e velho “Coque” e saio às compras.
Antes, ir ao mercado
era uma terapia, comprava molhos especiais para fazer jantares especiais para o
marido, investia num bom azeite e na dispensa sempre tinha um bom vinho para
acompanhar as massas.
O setor de cosméticos
era o meu paraíso! Ficava longas horas lendo os rótulos dos shampoos,
condicionadores, finalizadores... Sempre saia de lá com pelo menos dois ou três
produtos novos pra testar.
Hoje, meu marido até
brinca dizendo que parece que estamos treinando para correr a maratona! Não
podemos demorar em corredor nenhum, não só por causa do tempo que é curto, mas
porque nossa filha passa derrubando TUDO o que está nas prateleiras. O corredor
de desodorantes é uma tortura! Ela derruba um a um como se fossem pinos de
boliche. O de biscoito, então, nem se fale! Ela pega todos e vai enfiando no
carrinho, e ao mesmo tempo vamos tentando tirar o que ela está pondo e isso
vira uma pequena disputa. Tenho certeza que o rapaz do circuito de câmeras deve
ter nossos rostos numa lista negra e somos tidos como: baderneiros para o
mercado. (risos)
Nunca mais fiquei 1
minuto completo no setor de cosméticos. Comprar shampoo é assim: esse é pra
cabelo oleoso, põe no carrinho e bora para o próximo item da lista.
A prateleira do
banheiro que antes arrebentava por causa do peso, hoje tem espaço até para
pendurar os brinquedos de banho. É um shampoo e um condicionador para os dois (eu
e o meu marido), e o shampoo da nossa filha. Antes tomávamos banho cada dia com
um sabão diferente, enquanto hoje é um sabão liquido pra família toda! E VIVA
às embalagens tamanho família!
Como podem perceber,
hoje sou outra pessoa. Não dou mais tanto valor a mim.
Hoje valorizo e
priorizo a minha filha, se ela está bem tratada, se está bem alimentada, limpa,
saudável, bem vestida. Se o sapato combina com a cor da blusa. Se está
preparada para a estação do ano que está por vir, se tem casacos para o inverno
ou vestidos para o verão. Enquanto eu, bem, eu nem tenho mais guarda-roupa!
Soco minhas peças numa cômoda e quase sempre uso as mesmas peças. Tenho 2
calças que uso com frequência e 1 para ocasiões especiais. Tenho vestidos da
época que as festas era a minha vida, mas nenhum que imprime mais a
personalidade que assumi me tornando mãe.
As lindas saias
rodadas e curtinhas que exibiam minhas belas pernas, hoje já somam o
guarda-roupa de outras pessoas, pois ao sair da maternidade já fiz a limpa e
doei boa parte das roupas de “cocota” que compunham o meu closet. Aliás, hoje
já não me sinto à vontade de saia, mesmo as mais comportadas, pois as marcas
que a maternidade fez no meu corpo estão à mostra para todos verem. As estrias,
as celulites, a flacidez e as melasmas...
Hoje tudo se
transformou, foi uma verdadeira metamorfose.
Por fora, posso
parecer mais velha e menos formosa. Mas, por dentro me sinto melhor, me sinto
provedora, me sinto educadora, me sinto instrumento formador de um novo ser com
sua personalidade própria, ideias, atitudes e sentimentos que vão além dos
meus, mas que ao mesmo tempo são fruto de tudo o que de melhor eu ensinar e
proporcionar a ele.
Hoje me sinto mãe, e
ao menos com isso me sinto satisfeita, pois meu corpo antes cheio de curvas
esculturais hoje nutre de amor um ser que foi formado de e em mim, é parte do que
fui e do que sou e levará à posteridade um pedaço, o melhor pedaço de mim.
*Por Bruna C.M.
sexta-feira, 17 de abril de 2015
Tudo sobre documentos para as crianças!
Meu filho nasceu! E agora?
Você que está grávida, com certeza deve
estar preparando o quarto do bebê, comprando carrinho de passeio,
bebê-conforto, alguns brinquedos e principalmente roupinhas. Afinal, como
futuras mamães temos que montar o enxoval do bebê, certo?
São tantos preparativos, tantos itens,
tantas recomendações que ficamos malucas!
Mas, já parou pra pensar nos documentos
do seu filho que nascerá em breve?
Bom, pra você que assim como eu não
sabia nem por onde começar, o BLOG Muito Além das Fraldas ensina o caminho a
seguir.
è Como e feito o Registro Civil de
Nascimento?
No Brasil, toda criança já nasce com
direito a ter um Registro Civil de Nascimento.
Nos serviços públicos, como escolas, centros
de saúde e hospitais, com frequência é solicitado este documento.
Para que os direitos da criança possam
ser garantidos desde os primeiros dias de vida, todos os brasileiros devem ser
registrados logo após o nascimento. É gratuito e garantido pela Lei
nº 9.534/97.
Locais
para o Registro Civil do bebê:
• Você pode registrar o bebê na
maternidade onde ele nasceu, basta verificar se a maternidade escolhida possui
o serviço de Registro Civil em seu interior. Hoje, para facilitar a vida dos
pais, as maternidades possuem em seu interior, correspondentes do cartório de
Registro Civil mais próximo. O que permite que o registro seja feito assim que
o bebê nasce.
• Caso não exista o serviço de Registro
Civil na maternidade, é só comparecer ao Cartório de Registro Civil no local
onde a criança nasceu ou mesmo onde a família mora.
Documentos
necessários para obter a Certidão de Nascimento:
- Via amarela da Declaração de nascido
vivo, (DNV) fornecida pela maternidade/hospital.
- Célula de Identidade (RG) ou outro documento
de identidade do pai e da mãe que tenha foto e válido em todo território
nacional (que pode ser a Carteira de Trabalho) ou, em caso de pacientes
estrangeiros, Célula de identificação expedida pela polícia federal (RNE) ou
Passaporte válido, expedido pela autoridade competente.
Procedimento
para obter a Certidão de Nascimento:
Pais
casados: Ou pai ou a mãe, apresenta os
documentos acima, junto à certidão de casamento.
Pais
não casados: O pai apresenta os documentos dele e da
mãe. No caso de o pai estar ausente, a mãe pode apresentar uma declaração com
firma reconhecida, ou uma procuração específica e registrada em cartório.
Mãe
solteira: A mãe deve comparecer ao cartório e
apresentar os documentos. Se a paternidade for “em branco”, a qualquer momento,
a mãe pode decidir indicar o pai da criança, e após investigação de paternidade
e comprovação judicial o registro será refeito constando o nome dele.
Mãe
menor de 16 anos: A mãe precisa comparecer ao cartório
acompanhada de um responsável (o avô da criança, por exemplo). Ainda assim, a
jovem pode ser orientada a assinar um termo de ciência do registro, para evitar
uma contestação depois que ela atingir a maioridade.
Impossibilidade
de os pais comparecerem ao cartório: Em casos excepcionais, o registro pode
ser feito por uma procuração específica, na qual conste o nome dos pais e do
recém-nascido. Entretanto o impedimento do pai e da mãe precisa ser comprovado.
*A
lei estabelece um prazo de 15 dias para o registro ou no caso de a mãe ser a
responsável única pelo registro, o prazo é de 45 dias, para contar o repouso
após o parto.
E
quando a
criança não nasceu no hospital e não tem a Declaração de Nascido Vivo?
Para estes casos, os pais devem fazer
o registro civil acompanhado por duas testemunhas maiores de idade que
confirmem a gravidez e o parto.
E
quando os
pais não têm o registro civil? É possível registrar o filho nesta condição?
Sim, mas se faz necessário primeiro registrar
o pai ou a mãe e depois registrarem o filho ou filha.
Bom, passada a fase dos preparativos,
da tão sonhada chegada do bebê e com ele devidamente registrado, surge a
dúvida:
è E o RG? Quando é possível retirar a
Carteira de identidade da criança?
Não existe uma idade mínima. Um recém-nascido já
pode ter o seu.
A Carteira de Identidade, também conhecida como RG
(Registro Geral) é um dos principais documentos de identificação no Brasil. É
um documento seguro principalmente por conter foto, informação sobre a data de
nascimento e até sua filiação. É aceito em todo o território nacional,
inclusive nos países do Mercosul.
E importante que os pais o quanto antes possível
providenciem este documento para seu filho, pois não é recomendado o uso da certidão
de nascimento como principal documento de identificação da criança. Diferente
da Certidão de Nascimento, o RG possui identificação por foto e por impressões
digitais e no caso do sumiço da criança, com o RG é mais fácil de encontra-la.
Também por ser mais fácil de carregar e mais conservável em carteira.
O RG é o documento emitido pela SSC – Secretaria de
Segurança Pública – de cada Estado, para todos os cidadãos nascidos e
registrados no Brasil, e para todos os filhos de brasileiros que tenham nascido
no exterior.
E
afinal, onde podemos fazer o RG?
Para quem é residente em São Paulo, é
possível fazer em uma unidade do Poupatempo. Para isso, é necessário que agende
um dia e um horário pelo site (abaixo) ou através do Disque Poupatempo, no 0800
772 36 33 (a ligação é gratuita). Já pra quem reside em outra localidade, é
importante verificar onde este documento pode ser feito no município.
Quais
os documentos necessários para a confecção de um RG e quanto custa?
A primeira cédula de identidade é
gratuita. Porém, se houver a necessidade de requerer uma 2ªvia, é cobrada uma
taxa. Os documentos necessários para a emissão são:
-Certidão de Nascimento do bebê original
e uma cópia (que não tem necessidade de ser autenticada)
-CPF do bebê impresso (se já tiver,
para constar o número no campo destinado a ele. Mas, não é necessariamente
obrigatória sua apresentação)
-Duas fotos 3x4 do bebê
-RG original do responsável ou de quem
estiver levando-o para fazer o documento
IMPORTANTE:
o bebê tem de estar presente no momento da confecção do documento para que suas
impressões digitais (dos dois polegares) sejam colhidas.
E
quando fica pronto?
O RG não sai na hora, após os
procedimentos você receberá um protocolo com uma data estabelecida para a
retirada do documento. Costuma ficar pronto em 3 ou 4 dias, vai depender da
demanda e principalmente dos dias, pois são contados apenas os dias úteis.
Então quando há feriados, pode demorar mais.
Com Certidão de Nascimento e RG, o que
mais ele vai precisar?
è CPF- Cadastro de Pessoa Física: É
um banco de dados gerenciado pela Secretaria da Receita Federal do Brasil - RFB
que armazena informações cadastrais de contribuintes obrigados à inscrição no
CPF, ou de cidadãos que se inscreveram voluntariamente.
Vocês
devem estar se perguntando: mas criança pode tirar o CPF?
SIM! É possível fazer o documento em
qualquer idade, inclusive recém-nascidos.
Com certeza este não é um documento
essencial para um bebê ou criança, a menos que queira emitir um passaporte
(mais informações ao longo do texto), mas uma vez que é feito, não há
necessidade de ser refeito ou mesmo atualizado, pois o CPF é único e por toda a
vida ele permanecerá o mesmo. E é um documento que será imprescindível
futuramente e o quanto antes for feito, melhor!
Uma
dica: se forem tirar RG e CPF, deem
preferencia ao CPF antes, pois com ele em mãos é possível incluí-lo ao RG e não
precisará andar com os dois na carteira.
E
onde é feita a inscrição do CPF?
No caso dos bebês, que ainda não
possuem título eleitoral (só pode ser solicitado com 16 anos completos), não dá
pra fazer pela internet. Mas, nas agências conveniadas: Banco do Brasil ou da
Caixa Econômica Federal ou dos Correios, onde é cobrada uma taxa de R$ 5,70.
(valor máximo a ser cobrado do solicitante).
Quais
os documentos necessários para a inscrição?
Certidão de nascimento do bebê e
documento com foto do pai ou da mãe (quem for providenciar o CPF do bebê).
E
fica pronto na hora?
SIM! O número do CPF do bebê é gerado
na hora. Com esse número é possível acessar O site
da Receita Federal e imprimir o cartão do CPF do seu filho (agora não é mais
enviado para casa).
è E quanto ao passaporte? Bebês e
crianças podem emitir um passaporte?
Para quem ainda tem dúvidas, o
passaporte é um documento de identidade emitido por um governo nacional que atesta
formalmente o portador como nacional de um Estado em particular, e, requisita
permissão em nome do soberano ou do governo emissor para o detentor poder
cruzar a fronteira de um país estrangeiro.
Sem ele é impossível sair ou entrar em
um país diferente (exceto os países do Mercosul).
Bebês e crianças podem e devem ter um
passaporte, seja para viagens com a família, ou para qualquer emergência.
Para emiti-lo é necessário que o bebê
ou a criança tenha o CPF!
Como
fazer sua emissão passo-a-passo:
1.
O pai ou responsável deve acessar o site da Polícia Federal do Brasil. Clicar no link
emissão de passaporte. Este link
direciona o requisitante para um formulário que deve ser preenchido com as
informações do requerente.
2.
Na parte final do formulário, escolha a cidade e local onde deseja ser atendido
e clique em enviar. Depois de enviado o formulário com os dados do solicitado,
será gerado uma guia para pagamento, chamada de GRU e o protocolo de Solicitação
de Documento de Viagem.
3.
Atualmente a taxa para confecção do novo passaporte é de R$ 156,07. O pagamento
pode ser realizado numa agência bancária ou através do Bankline.
4.
Compareça ao agendamento de sua visita para entrega dos documentos necessários:
-
1 foto 5×7 colorida em fundo branco
-
Autorização expressa de ambos os pais (preparamos um MODELO que segue no final
do texto)
-
Certidão de nascimento original
-
Preenchimento e pagamento da GRU no valor de R$156, conforme falamos anteriormente.
-
CPF da criança (rápido e fácil, como explicamos lá em cima) para preencher a GRU
e levar no dia agendado.
- A criança e os pais devem estar presentes na
entrevista, com RG e CPF ou CNH de ambos. Caso algum dos pais não possa comparecer, é
preciso levar uma autorização deste para concessão de passaporte para menor
assinada com firma reconhecida em cartório (válida por um ano).
- Lembrando que não é necessário que a criança tenha
RG para tirar o passaporte.
E quando o
passaporte fica pronto?
Geralmente leva de 5 à 10 dias
úteis após a entrega dos documentos à polícia federal.
Para menores de 12 anos não
alfabetizados, um dos pais devidamente identificado com RG ou CPF original
deverá retirar o documento.
Para menores com mais de 12
anos, é obrigatório o comparecimento acompanhado de um dos pais, também
identificado com RG ou CPF original.
Qual a validade do passaporte
infantil?
Passaportes de bebês e crianças
tem sua validade contada de acordo com a idade. Como demonstrado na tabela
abaixo:
Idade
|
Validade
|
0 a 1
|
1 ano
|
1 a 2
|
2 anos
|
2 a 3
|
3 anos
|
3 a 4
|
4 anos
|
4 ou mais
|
5 anos
|
Caso seja necessário atualizar,
ou seja, refazer o passaporte com validade expirada, o valor da taxa GRU é a
mesma.
Caso sejam necessários outros
esclarecimentos sobre o passaporte, consultem o site da Polícia Federal: http://www.dpf.gov.br/simba/passaporte/requerer-passaporte/requerer-passaporte
Já com Certidão de Nascimento,
Cédula de Identidade (RG), CPF e Passaporte, você não precisará se preocupar
com outros documentos do seu filho pelos próximos 15 ou 16 anos que é a idade
mínima para a emissão do Título de Eleitor.
Assim, para as mães dos
adolescentes, o Blog Muito Além das Fraldas dá um help!
è
Como tirar o Título de Eleitor?
Para o adolescente que estiver
a completar 16 anos no ano em que se realizarem as eleições, é facultado o
alistamento dele até a data do 1º turno da eleição, pois o alistamento
eleitoral só é obrigatório para brasileiros maiores de 18 anos.
Ninguém pode solicitar o
documento por ele, e também não é permitido que seja solicitado através de um
procurador.
Para os locais onde já ocorre
o voto por biometria, o atendimento nos cartórios eleitorais com coleta de
dados biométricos é realizado exclusivamente por agendamento,
exceto nos postos eleitorais instalados nas unidades
do Poupatempo (Carapicuíba, Diadema, Guarulhos, Osasco, São Bernardo
do Campo e São Paulo - Lapa, Itaquera e Santo Amaro). Isso evita filas e demora no atendimento.
Já, nos municípios onde não ocorre a
biometria, não é necessário agendar, basta que se dirija ao Cartório
Eleitoral mais próximo de sua residência, munido dos documentos listados
abaixo:
1. Documento de identificação,
que podem ser aceitos: RG, Certidão de Nascimento se solteiro, ou de Casamento
se casado, Carteira de Trabalho e Previdência Social ou Carteira emitida pelos
órgãos criados por lei federal, controladores do exercício profissional (OAB,
CRM, CREA, etc).
Atenção: para requerer a 1ª via do
título não serão aceitos: a Carteira Nacional de Habilitação – CNH, por não
conter dados de nacionalidade e naturalidade, e o Passaporte - novo modelo, por
não apresentar os dados de filiação.
2. Comprovante de residência -
preferencialmente em nome do eleitor. Exemplos: conta de água, luz, gás,
telefone, etc.
3. Para pessoas do sexo
masculino, com idade entre e 18 e 45 anos, é obrigatório apresentar:
Comprovante de quitação do
serviço militar – Certificado de Alistamento Militar-CAM, Certificado de
Reservista, entre outros.
Obs.: A exigência do
comprovante ocorre a partir de 1º de julho do ano em que completar 18 anos até
31 de dezembro do ano em que o alistando completar 45 anos.
Atenção:
os documentos
devem ser apresentados em via original, estarem legíveis e em bom estado de
conservação, dentro do prazo de validade. Eventualmente poderá ser solicitada
uma cópia.
E o título fica pronto na hora?
Em todos os municípios do Estado já está implantado o Sistema ELO nos cartórios eleitorais, que permite
a emissão do título na hora. Em alguns casos excepcionais, é possível que o
mesmo não fique pronto na hora. Por exemplo, quando o atendimento é feito em um
posto ou o sistema está fora do ar.
É possível
solicita-lo pela internet ou Correios?
Não, pois o comparecimento ao cartório eleitoral é obrigatório.
Nós no Blog Muito Além das Fraldas esperamos tê-las ajudado e
esclarecido dúvidas acerca desta tarefa que nem sempre é fácil para nós mães:
DOCUMENTOS DOS FILHOS!
CURTIU? COMENTE E COMPARTILHE, feita por mães que aprenderam que a
maternidade vai MUITO ALÉM DAS FRALDAS!
*Por Pri NC e Bruna CM
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