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quarta-feira, 18 de maio de 2016

Aluno não tem que ser mediano. Tem que dar o seu melhor.

Ano passado mudei meus filhos para a escola pública e percebi que a maior diferença entre a escola pública e a privada está nos pais! Sim nos pais! Você me pergunta: Como assim? 

Na escola particular vemos nosso dinheiro ser gasto em mensalidades, extensa lista de material, livros, uniforme. Então quando sentimos que algo não vai bem, imediatamente exigimos da escola assim como também exigimos dos nossos filhos. Da escola, exigimos uma educação de qualidade e, dos nossos filhos, um esforço por maior desempenho e, consequentemente, por melhores notas.


Fonte: Internet

Afinal, dinheiro não nasce em árvore não é verdade? E fazemos todo um esforço para pagar aquela escola privada ou conseguir vaga naquela escola pública porque buscamos a melhor educação para nossos filhos, dentro das nossas possibilidades.

Na escola pública há certas vantagens já que o material e uniforme geralmente são fornecidos pelo Estado ou Prefeitura e não pagamos mensalidades. Mas quem disse que não pagamos escola? Somos nós que pagamos sim! E sim nossos filhos tem o mesmo direito à educação dos alunos de escola particular. Todos têm direito a educação. Mas, como podemos conseguir isso? 

Nós, pais de alunos de escola públicas, que pagamos impostos, temos o direito e a obrigação de cobrar um melhor desempenho da escola e da criança. Temos que estar de olho e observar se nossos filhos estão realmente aprendendo ou simplesmente marcando presença e tirando notas medíocres (mediano, sofrível). Devemos exigir sempre um esforço pedagógico maior de ambas as partes (escola/ aluno) para que nossos filhos não tenham anos e anos escolares perdidos. 

Dia desses, tivemos a primeira reunião na escola da minha mais velha (aluna do 4 ano) e quando questionei sobre o desempenho de minha filha, a professora disse assim “para os parâmetros ela está bem”. Então, o choque. “Meu filho está sendo um aluno medíocre!?” E depois do choque... a pergunta: Por que? Qual mãe deseja que seu filho seja mediano? A gente não quer ter um Einstein em casa e respeita as dificuldades de cada um,mas essa situação nos posiciona logo para o questionamento: O que há de errado? Como eu faço para ajudar minha filha a se superar? Como a escola faz para que seus alunos realmente deem o seu melhor?

Eu discordei da professora que estava "tudo bem". Não, minha filha não tem que ter nota média. Minha filha tem que se esforçar para aprender e não só para passar de ano. Tem que aprender para a vida. Ela tem sim que estar acima dos parâmetros ou que pelo menos tome atitudes práticas para tentar estar acima. 

Quero que ela tenha acesso a todo material educativo da escola (que por sinal, é excelente) para também estudar em casa (o que não vinha acontecendo) e com meu acompanhamento. Quero participar disso. Também é minha obrigação como mãe ensinar meus filhos a não serem medianos. A serem melhores a cada dia, a terem empenho, dedicação e esforço. 

Sim, sabemos que nossos filhos terão suas limitações, assim como nós temos as nossas, mas e os seus talentos? Como descobrirão os seus talentos se se contentarem com a mediocridade?

Enquanto eu e mais uma ou duas mães cobrávamos esse empenho conjunto (escola/filhos/ pais) os outros pais todos ficaram totalmente quietos. Parecia que para eles estava bom do jeito que estava. Estava bom navegar na mediocridade, navegar na média da vida. Mas não está! 

Sou pedagoga e sou mãe. Sei que existem falhas na escola pública, assim como existem na escola particular, mas a grande diferença é que na escola particular a gente cobra! E, sim, devemos cobrar sempre e nos dedicar para que essas falhas sejam corrigidas. A escola não é gratuita! É paga por todos nós, pais, e devemos exigir sempre o melhor. Afinal, a ESCOLA É NOSSA. 

Jan M Bormann
Pedagoga e Mãe de 2


SUPER DICA: Como saber se a escola está ensinando direitinho? 


Descubra em 2 minutos se a escola do seu filho tem uma Educação de Qualidade consultando AQUI.

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Voltas às aulas que Delícia! Ou não

A maioria das crianças anseia mais do que tudo pela voltas às aulas. Rever amigos, fazer amigos! Cheirinho de caderno novo, novas descobertas, novos caminhos. Tão bacana!

Mas, a verdade, é que esse ano meus filhos trocaram de escola e ficamos (todos) contando os dias para o início das aulas! Eles queriam mais do que nunca fazer novos amigos, conhecer a professora, o espaço físico. Explorar tudinho. 



Explorar, essa é a palavra. Que delícia! Quem se lembra do friozinho na barriga do primeiro dia de aula? A expectativa da aceitação e o medo do novo se misturando com a felicidade de estar lá. Como era bom!

Mas eu, mãe,  me senti mera expectadora nesse recomeço. Sei que também faz parte do papel de mãe expectar (risos). Mas, deixar ir (entrar na escola) sozinho é a parte mais difícil. A gente faz cara que quer que ele vá direto, feliz, sem olhar para trás. Mas, no fundinho, fica até torcendo para ele fazer um charminho e pedir mais um beijinho. 

Ansiosa, perdi o sono na noite anterior ao primeiro dia de aula... certeza que eu estava mais tensa que ele ( ou no mesmo nível hahaha). De qualquer forma, de lá para cá, todo dia, faço cara de corajosa e digo: "Vai meu filho, vai que não pode chegar atrasado (para a vida)!".

Tudo isso porque meu bebê de 5 anos está indo para o primeiro ano do fundamental (todo orgulhoso) e, eu, (boba) com medo que ele não consiga se adaptar a esse mundo de escola grande. Mas vai conseguir. E a minha mais velha então? Tão bom coração, gosta de todo mundo. Ai que medo que ela não seja correspondida.

Como é louco ser mãe né, meninas? Quantos sentimentos envolvidos nesse começo, quantas dúvidas. E pensar, que para eles, é tudo tão mais simples. Que bom! 

P.S. Esse é um texto meio sem pé nem cabeça de uma mãe que apesar de pedagoga é mãe.

Jan M Bormann
Pedagoga e Mãe de dois filhos


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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

A obrigatoriedade da Educação Infantil aos 4 anos - A visão de uma educadora


Em 2013, a presidente Dilma sancionou a lei a Lei nº 12.796/2013 que torna obrigatória a oferta gratuita de educação básica a partir dos 4 anos de idade já partir de 2016. Dessa forma, os pais que não matricularem seus filhos na educação básica no ano que vem, poderão ser punidos com multa.

"Mas, afinal, qual a importância do meu filho ir para escola brincar?”

Pois saiba que brincar é coisa séria. Além de se divertir e socializar, outras habilidades essenciais como linguagem e a coordenação motora são desenvolvidas. Eles também realizam diversas atividades que aumentam a noção espacial-temporal (consciência do corpo com o tempo) e a coordenação motora fina (como por exemplo, aprender a pegar no lápis) algo fundamental para o futuro processo da escrita.

Quando a criança senta em uma mesinha para realizar uma tarefa ela está aprendendo, por exemplo, a entender instruções e a se concentrar no trabalho escolar. Aprende ainda que tudo tem seu tempo (rápido, demorado, uma hora/ 1 minuto) e que está rodeada de símbolos (números e letras) que expressam quantidade ou servem para nomear coisas. Inclusive, muito antes de saber ler, já conseguem identificar que o seu próprio nome é escrito por esses símbolos e alguns podem até mesmo já reconhecer o seu nome nos materiais escolares.

Apesar de ser trabalhado as letras e os números na educação infantil, o objetivo aqui não é alfabetizar a criança, mas sim apresentar ludicamente esses códigos tão importantes no nosso cotidiano. Por isso, mães, não se desesperem se seu filho não souber ler e escrever prestes a ir para o primeiro ano, o intuito é eles se familiarizarem com esse mundo novo.

Mesmo quando as crianças vão ao parquinho elas não estão apenas “brincando”, estão aprendendo a esperar sua vez e a dividir esse espaço com outras crianças. O dia do brinquedo, atividade a cada dia mais comum nas escolas, pode até parecer ser apenas um dia para que eles levem seus brinquedos preferidos para sala de aula, mas não, na verdade, o dia do brinquedo é o dia que eles aprendem a dividir o que é seu.

Então mamães, ao meu ver, a educação básica aos 4 anos trará muito mais benefícios para o desenvolvimento de nossas crianças. Se o seu filho já fez 4 anos matricule-o na escola. A nova Lei traz não só uma obrigação para os pais de fazê-lo, mas também uma obrigação para os estados e municípios de oferecerem essas novas vagas para todos. 

E você? O que acha da nova Lei? Deixe sua opinião.


Por Jan M 
Jan é Pedagoga e mãe de dois filhos
Pedagoga com Habilitação em Educação Especial e pós graduação em Psicopedagogia.
**IMPORTANTE: Para saber mais, consulte o Portal do MEC.**

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Figura retirada do site Pinterest.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

"O problema é a escola?"



Pergunta enviada após a leitura do texto "Muito Além dos Rótulos". Veja a Resposta da Jan M Bormann (pedagoga e autora do texto), abaixo:

"Em primeiro lugar, a professora não poderia falar sobre o comportamento do seu filho na frente dos outros pais, muito menos na frente dele. Quando ela faz isso, reforça negativamente o comportamento errado da criança. Em segundo lugar, você deve sim rever a escola. Pense bem se essa é professora ideal para o seu filho, se essa escola é a melhor para ele, já que ele apresenta atitudes diferentes em casa. 

Nessa idade, a criança já consegue expor bem o seu cotidiano escolar. Perguntar diretamente para ele o que acontece em sala de aula, o que ele pensa em relação a escola pode te ajudar a esclarecer alguns pontos. Um psicólogo infantil também pode te ajudar a ter mais respostas." Jan M Bormann

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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

"Brincar de Lutinha incita a violência?" Será?



Pergunta enviada após a leitura do texto "Muito Além dos Rótulos". Veja a Resposta da Jan M Bormann (pedagoga e autora do texto), abaixo:

"Você deve, em primeiro lugar, falar para o seu filho pedir desculpas ao amiguinho, pois ele não gosta de brincar assim e entendeu que seu filho estava batendo nele. Seja firme. A professora está no seu papel, pois esse tipo de "brincadeira" realmente não deve acontecer na escola. Converse ainda com seu marido e explique que "brincadeiras de luta" não são saudáveis e podem gerar agressividade. O ambiente familiar é um dos principais fatores influenciadores do comportamento agressivo das crianças. Obrigada por enviar sua pergunta e espero ter ajudado. Jan M Bormann."


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sábado, 17 de outubro de 2015

Muito Além dos Rótulos


Sabe aquelas lembranças da época do colégio que te marcam? Pois bem, pensando como educadora, eu tenho uma que seria cômica se não fosse trágica. 

Quando eu estava na sétima série, se eu não me engano (pois faz muitos anos...risos), tinha uma turma um "pouco" bagunceira e, entre os bagunceiros, um se destacava por ser bem conhecido de todos os professores, vou chamar de D.

Um dia, a sala estava um alvoroço e a professora de língua portuguesa, uma senhora um tanto nervosa, deu um grito: "D cala a boca" (sim, nessa época os professores podiam mandar calar a boca...mas isso é tema para outro texto). De repente, um silêncio ensurdecedor invade a sala, seguido de risos histéricos, e uma professora muito brava sem entender nada o que havia ocorrido. Um coro explicou: "Professora o D faltou". Sim o D havia faltado mas, como já tinha fama de bagunceiro, a professora nem sequer se preocupou em olhar para ver quem estava bagunçando.

Apesar da história ser engraçada, fico pensando quantos Ds existem por aí, quantos alunos são rotulados ao longo da vida escolar. Várias vezes antes de pegar uma sala fui avisada o quanto tal aluno era terrível. Confesso, que no início, ficava assustada e já entrava em sala de aula dando maior atenção para aquele aluno para que conseguisse controlar a turma. Porém, eu tinha no máximo 10 alunos em sala de aula, por ser escola especial, mas, e os Ds do ensino regular, com até 40 alunos em sala, como são tratados após o rótulo? Já ouvi muitos professores e diretores dizerem: "Ah esse aí nem dou mais bola..."

Claro que os relatórios bimestrais sobre os alunos ajudam sim a conhecer a próxima turma, mas também atrapalham. Inúmeras vezes, já pegamos a sala de aula com alunos rotulados como indisciplinados ou hiperativos. Contudo, devemos enxergar muito além dos rótulos. 

Eles são crianças, que merecem uma oportunidade de mostrar que podem mudar, se também mudarmos nossa postura diante eles. No lugar de os ignorarmos, devemos tentar descobrir o verdadeiro motivo de tal comportamento, e ajudá-los a amadurecer. Dessa forma, a parceria entre escola e família é fundamental.  

Se você, mãe, um dia for convidada a ir à escola para conversar sobre o comportamento do seu filho, vá de coração aberto: 

Primeiro, confie na escola que escolheu para o seu filho e ouça atentamente os fatos e as sugestões pedagógicas aconselhadas àquela situação.

Segundo, descubra o real motivo desse comportamento. Converse com o seu filho e entenda se há ou houve algum gatilho emocional envolvido (o nascimento de um irmão, a separação dos pais, entre outras situações novas na vida da criança que possam influenciar um comportamento sem limites). Encontrado o motivo, será muito mais fácil para você e para a escola ajudá-lo a superar.

Terceiro, analise se esse é um fato recorrente ou se foi algo esporádico. Veja se percebe esse comportamento também em casa, em família, ou se é algo que acontece somente na escola.

Se é recorrente, seu filho realmente deve estar com alguma dificuldade de aprendizagem que deve ser trabalhada junto à escola, ao pediatra, e a outros profissionais competentes. Crianças com dificuldades de aprendizagem normalmente ficam desmotivadas com as tarefas escolares por apresentarem grande sentimento de incapacidade, o que leva à frustração. Nesse caso, a orientação é sempre valorizar o que o aluno tem de melhor e, assim, fortalecer sua autoestima. Mostrar para a criança o quanto ela é boa em tarefas nas quais já tem habilidade é imprescindível.
Agora, se a resposta for não, talvez seja hora de repensar se esta é a escola certa para o seu filho. Reavaliar se aquela metodologia de ensino realmente combina com a criança.

Mas, a única coisa que não pode acontecer é ignorarmos a situação e acharmos que aquele comportamento já faz parte da personalidade do pequeno, pois, ele deve estar muito além dos rótulos.

Por Jan M 
Jan é Pedagoga e mãe de dois filhos
Pedagoga com Habilitação em Educação Especial e pós graduação em Psicopedagogia.

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Cena do Desenho "Os Simpsons" - Bart Simpson em sala de aula

sábado, 2 de maio de 2015

A importância da parceria dos pais e professores na educação


 Por alguns anos, trabalhei em escolas especiais e sempre encontrei pais que facilitavam a vida dos educadores, no caso eu. Ou dificultavam todo o trabalho a ponto de não haver progresso na educação dos filhos.

Na primeira escola em que trabalhei, a maioria dos alunos eram autistas. E alguns muito agressivos que precisavam de contenção medicamentosa, inclusive. No entanto, algumas mães insistiam em não medicar por simples dó ou até mesmo por medo, entretanto, uma das características do autismo é a autoagressão (quando machuca a si mesmo) e heteroagressão (quando machuca o outro), e é lógico que quando o aluno entrava numa crise agressiva, acabava atrapalhando o andamento da aula, prejudicando, portanto ele mesmo e os demais alunos.

Tive uma aluna com hipotonia facial (flacidez na face), cujo sintoma a atrapalhava na fala. Para isso, a fonoaudióloga orientou que déssemos alimentos em pedaços pequenos a fim de treiná-la, mas sua mãe nunca nos permitiu fazer este tratamento, dificultando assim todo o nosso trabalho e a evolução de sua filha.

Quando os pais são parceiros, tudo fica mais fácil. Por outro lado, entendemos que não é fácil para os pais aceitar e impor limites, ainda mais em se tratando de crianças especiais.

Trabalhei também no caso de uma outra menina com um sério comprometimento físico e mental. Lembro-me que no intuito de socializa-la (porque era muito comprometida), a diretora da escola a colocou nas aulas de canto. E mesmo com o tempo, a menina não interagia com as aulas, mas com a ajuda da família, ela começou a sorrir quando falávamos com ela. Pode não parecer muita coisa, mas quando uma criança dessas sorri, para nós da educação especial, é muito! Afinal, aquela garota cuja mãe ainda chamava de “meu bebê” com 13 anos, parou de colocar a mão inteira na boca (que chegava a ferir) só porque começamos a chama-la de “mocinha”. Para isso, a ajuda da mãe foi importantíssima. Pedi que não chamasse mais a filha de bebê e atendeu prontamente. Mandava até lanchinhos que a filha com o tempo acabou aprendendo a comer sozinha, ou seja, contribuiu com o nosso trabalho e o resultado pode ver com o progresso da filha dela!

Esta sincronia entre pais e escola é o que existe de mais positivo para um aluno, seja ele especial ou “normal”. Por isso, incentivo as mães a ajudarem em tudo e colaborarem com o trabalho que fazemos em prol de seus filhos. A melhora é progressiva, depende de tempo. Mas com ajuda e colaboração, todo esforço vale à pena!

*Por Jan. M.