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sexta-feira, 3 de junho de 2016

Você tem filhos? É a pergunta típica em Entrevistas com Mulheres

Em entrevistas de emprego é comum o recrutador perguntar se a mulher tem filhos, quantos filhos tem e se pretende engravidar novamente. Por que o recrutador precisa dessas informações? É uma forma velada de discriminação contra a mulher? (Diana Vargas, São Paulo)


Fonte: Foto da Internet

Oi Diana muito bacana a sua dúvida. Essas perguntas normalmente são feitas pelo entrevistador com o intuito principal de investigar como as candidatas lidam e conciliam a carreira profissional com a maternidade e quais são seus valores e objetivos pessoais. Mas, sim, esse assunto é muito complexo. 

Há casos que a mulher pode sofrer discriminação na seleção somente por ser mulher, devido ao senso (infelizmente) ainda comum de que há muitas profissionais que se utilizam da gravidez e da maternidade para não cumprir com suas responsabilidades e, certamente, esse não é o perfil que interessaria as empresas.

Mas há casos que a vaga pode exigir maior dedicação ao trabalho do que o profissional pode oferecer naquele momento de sua vida. Um exemplo seria uma posição que exija horas extras constantes, disponibilidade para viagens e ainda ambiente de trabalho hostil. Dificilmente uma mãe com filhos pequenos se motivaria com essa "oportunidade" mesmo que o salário fosse tentador.

Por isso é muito importante que o profissional (seja homem ou mulher) avalie bem a proposta de trabalho, entenda o seu momento de vida e, principalmente, se se identifica com a Cultura da empresa. 


Falando em Cultura. São os valores que diferenciam as melhores empresas para a Mulher trabalhar? (MuitoALémdasFraldas)

Sim, muitas empresas já têm esse conceito evoluído. Por isso, pesquise! Procure saber os valores da empresa e como esses valores se transformam em práticas. Como a empresa lida com o afastamento na Licença Maternidade? Agora, se você  identificar que a empresa tem práticas discriminatórias já na entrevista, reflita se esse é o seu lugar para trabalhar. 


As Leis também parecem ter evoluído. (MuitoALémdasFraldas)

Sim. Importante lembrar que existem leis que já visam combater as práticas discriminatórias contra a mulher trabalhadora. A Lei n. 9.029/95 no art. 1º diz que “Fica proibida a adoção de qualquer prática discriminatória e limitativa para efeito de acesso à relação de emprego, ou sua manutenção, por motivo de sexo, origem, raça, cor, estado civil, situação familiar ou idade…”.

No Brasil, a lei trabalhista garante a licença-maternidade remunerada, um período mínimo de 120 dias para a mãe cuidar apenas da criança sem preocupação com suas atividades profissionais. Para as chamadas empresas-cidadãs, essa licença pode se estender por mais dois meses, com direito a deduzir do Imposto de Renda o valor dos dois salários extras, que não são cobertos pela Previdência Social (INSS).

A extensão da licença aos homens, por sinal, é uma tendência que vem ganhando força. Enquanto no Brasil se anuncia que a licença-paternidade pode passar de 5 para 20 dias, a Islândia e a Eslovênia oferecem aos pais 90 dias de afastamento remunerado, e a Finlândia, 54 dias. Na Suécia, até o terceiro mês de vida da criança, a licença é concedida para a mãe e para o pai. A partir daí, o casal decide quem ficará em casa cuidando do bebê, podendo se revezar nessa licença.

É hora de buscar caminhos para acelerar a mudança! 

Valéria Riccomini
Consultora e Coach
Coaching Executivo e Carreira
RHiccomini  Desenvolvimento 
vriccomini@gmail.com

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Maternidade e Carreira. Dá para conciliar? 

sábado, 28 de maio de 2016

Maternidade e Carreira. Dá para conciliar?

Em algum momento da vida, todas nós vamos parar para analisar nossas carreiras e faremos a seguinte pergunta: Será que estou no caminho certo?

Depois de ser tornar mãe então, esse questionamento fica muito mais forte já que administrar carreira e filhos torna se um grande desafio. Talvez o maior de sua vida. 

Por isso mesmo, optar entre carreira ou maternidade, ou conciliar ambas e enfrentar os desafios da sua escolha não é uma decisão fácil para ninguém. E nem deveria ser. A gente tem mesmo que pesar bem os prós e os contras de nossas opções.



Não deixe ninguém apontar o caminho que você deve seguir.

Mas, certamente, uma escolha baseada em Valores (traduzem o que é importante para você e mudam de acordo com suas necessidades) lhe trará muito mais segurança para lidar com seus medos, anseios, expectativas e muito mais maturidade para definir a melhor alternativa para você.

Temos aí então não só a oportunidade para investir em autoconhecimento e resgatar os seus valores, mas também para uma reflexão sincera sobre o que você deseja para o futuro. 

Separei alguns pontos importantes para te ajudar nessa reflexão e na definição de seu Plano de Carreira Pós Maternidade. Vamos lá? 

1 . Invista em autoconhecimento 

Não há escolhas certas ou erradas. Há escolhas melhores para você se baseadas em uma reflexão sobre quem você é: 
- Quais o sentido da maternidade e do trabalho para você;   
- Quais são suas características de personalidade, habilidades, formação;
- Quais são suas necessidades básicas  e  de desenvolvimento;
- Quais são seus valores mais fortes e que norteiam suas ações;  
- Quais são seus diferenciais;
- Quais são as competências que necessita desenvolver para atingir seus objetivos;
- Quais são suas aspirações de carreira hoje (negócio próprio, carreira gerencial, terceiro setor, carreira de especialista?).


2. Explore suas opções


- Certifique-se de que esgotou a análise sobre todas as possibilidades de carreira disponíveis para você. 
- O plano de carreira que definir deve basear-se em uma profunda compreensão do mercado dentro de sua área de atuação. 
- Considere quais opções você tem para o desenvolvimento profissional e desenvolva as competências necessárias para isso.
- Explore as opções para obter novas habilidades e experiências em sua função atual ou na que desejar.
- Mapeie as principais empresas (potenciais empregadores) dentro da área escolhida.
- Investigue quais qualificações são necessárias e aquelas que são de valor agregado: são diferenciais.
- Analise os caminhos de carreira das pessoas bem sucedidas na sua profissão;
- Avalie se deseja um trabalho de tempo integral ou parcial, permanente ou temporário, com horário flexível ou não.
- Empreender (ter um negócio próprio de algo que você tem conhecimento e gosta) pode ser uma alternativa. Porém, se a opção for essa, vale alertar que qualquer negócio novo necessita de muita dedicação (que normalmente se reflete em tempo e dinheiro) e profissionalismo, pois o mercado está a cada dia mais competitivo. 


3. Estabeleça suas metas

Agora é a hora de combinar seu auto-conhecimento com o conhecimento de suas opções para determinar seus objetivos de carreira e definir um plano de ação:

- Liste seus objetivos e lembre-se que devem ser SMART (específicos, mensuráveis,  atingíveis, relevantes) e  claramente definidos  para que  você possa alcança-los . Por exemplo "Daqui há 5 anos eu quero ser gerente financeiro de uma grande multinacional". Se for difícil  identificar um trabalho específico, você  pode indicar objetivos mais gerais.
o Seja positiva e realista. Não subestime o que pode fazer e o valor que você pode agregar. Mas também seja pragmática. Os objetivos que são inatingíveis podem ser desmotivadores.
- Seus objetivos devem incorporar objetivos de curtos, médios e longo prazo e ser revistos pelo menos anualmente.
- Devem ser estruturados em realizações menores, mensuráveis e com prazos para conclusão. 
- Você deve estar ciente das variáveis externas e ser capaz de flexibilizar seu plano caso haja necessidade (mercado, cenário econômico, necessidades pessoais). 

4. Implemente seu Plano de Ação

- Implemente as ações que irão te ajudar a atingir suas metas de carreira.
- Assuma projetos adicionais que podem lhe dar experiência adicional.
- Invista em mais estudos ou formação, se necessário.
- Fortaleça seu networking, dentro e fora da sua organização ou de seu atual relação de contatos.
- Estabeleça um mentor, alguém que você considera referencia em sua área de atuação e que te inspira.
- Maximize seu perfil em mídias sociais, mas seja criteriosa nas informações.
- Mantenha-se atualizada sobre as mudanças em seu mercado de trabalho.


Você é a responsável pela autoria e em tornar realidade seus objetivos de carreira. O direcionamento, bem como as conquistas e o sucesso que conseguirá dependerão de quanto suas escolhas estão alinhadas aos seus valores, de sua capacidade de aprender/desenvolver-se e de seu potencial (curva de amadurecimento e a tendência da capacidade para desempenhar funções de maior complexidade num determinado momento de tempo). 

Acredite em si mesmo! Se você tem uma compreensão completa de quem você é, tem clareza de suas opções e estruturou um plano de carreira realista, você terá plenas condições de alcançar seus objetivos.

Certamente os desafios não serão poucos, mas se estiver segura em seu propósito ficará bem com você mesma e, principalmente, passará ao seu filho a tranquilidade necessária para conciliar o desenvolvimento pessoal de ambos.

O mais importante de tudo é que você e seus filhos sejam felizes!

Valéria Riccomini
Consultora e Coach
Coaching Executivo e Carreira
RHiccomini  Desenvolvimento 
vriccomini@gmail.com

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**Foto:Shuterstock**